Gorveno do Qatar diz que explosão no principal terminal de exportação de gás natural do país foi "acidental" e que "de forma alguma afetará as exportações para o resto do mundo".
A explosão no principal terminal de exportação de gás natural do Qatar, considerada acidental pelas autoridades, matou 13 pessoas de nacionalidade indiana e paquistanesa e feriu outras 66, segundo um novo balanço esta segunda-feira divulgado pelo ministro da Energia.
Nenhum dos feridos corre risco de vida, afirmou Saad al-Kaabi em conferência de imprensa, na qual atualizou o balanço do desastre no complexo de Ras Laffan, que na última madrugada era de 54 feridos e 18 desaparecidos.
Os 66 feridos têm nacionalidades do Qatar e da Índia, Paquistão, Irão, Qatar, Bangladesh, Quénia, Tanzânia, Nigéria e Nepal, disse o ministro da Energia.
A extensão dos danos permanece desconhecida.
Saad al-Kaabi descreveu o desastre como "um acidente e não sabotagem ou um ato hostil" e destacou que, "de forma alguma, afetará as exportações para o resto do mundo".
Uma explosão devastou o principal terminal de exportação de gás natural do Qatar na noite de domingo, quando os trabalhadores tentavam retomar as operações, depois de o Irão o ter bombardeado durante o conflito nos últimos meses com Estados Unidos e Israel.
A explosão na central de Barzan, localizada na Zona Industrial de Ras Laffan, levantou receios de adicionar caos aos mercados globais de energia, uma vez que o Qatar continua a ser um dos maiores produtores de gás natural do mundo.
O país interrompeu a sua produção no seguimento do bloqueio do Irão no estreito de Ormuz, por onde passavam 20% da produção petrolífera mundial antes da guerra, impedindo o envio de fornecimentos para os clientes.
Com o Irão a aliviar o controlo no estreito enquanto as negociações com Washington prosseguem para um fim permanente da guerra, o Qatar começou há apenas dois dias a trabalhar para tentar reiniciar o seu terminal de exportação.
Foi neste contexto que ocorreu a explosão e o incêndio na instalação de fornecimento de gás, disse a empresa estatal QatarEnergy.
O Qatar é proprietário de quase toda a central, com uma pequena participação pertencente à ExxonMobil.
Ras Laffan, a cidade industrial e polo energético do Qatar, está localizada a cerca de 80 quilómetros a norte da capital do Qatar, Doha, e alberga a maior unidade de processamento de gás natural liquefeito do mundo.
O Qatar, que está a mediar a implementação do memorando de entendimento assinado na semana passada pelos Estados Unidos e pelo Irão para pôr fim à guerra, foi alvo de vários ataques de drones e mísseis iranianos durante o conflito.
Após a ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro, o Irão colocou o estreito de Ormuz sob ameaça militar e dirigiu ataques aéreos contra os países da região com o argumento de que albergavam bases militares dos Estados Unidos.
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