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Magnata nascido na Ucrânia ferido em explosão no Mónaco. Suspeito fugiu para França

Para além do magnata Vadim Yermolaev, ficaram feridos a mulher e o filho do casal.

Atualizado a 30 de junho de 2026 às 20:23

Uma explosão deixou três pessoas gravemente feridas, dois adultos e uma criança, num prédio residencial esta segunda-feira à noite, no Mónaco. O suspeito do ataque fugiu para França. 

De acordo com a AP, um magnata ucraniano e a família estão entre os feridos. O site de notícias ucraniano Ukrainska Pravda identifica os feridos como Vadim Yermolaev, um empresário de Dnipro, a mulher e o filho. O magnata chegou a ocupar o lugar na lista das 100 pessoas mais ricas da Ucrânia na revista Forbes. Dois dos feridos estão em estado crítico no hospital, de acordo com informações da procuradoria do Mónaco avançadas pela BBC

As autoridades francesas referiram que Yermolaev sofreu queimaduras.  

Imagens de videovigilância indicam que o suspeito terá entregado uma encomenda com uma bomba no interior. Tinha umas calças bege, uma camisola preta e um chapéu preto.

Segundo a BFM TV, após colocar a encomenda na entrada do prédio, o homem fugiu a pé para a cidade vizinha francesa de Beausoleil, onde os investigadores perderam o rasto. 

O príncipe Albert II classificou o ataque como "odioso" e afirmou que todos os serviços do país foram mobilizados para garantir segurança. 

O Ministério Público acredita que "provavelmente se tratou de um ataque terrorista", mas o ministro de Estado do Mónaco, Christophe Mirmand, pediu cautela. 

A embaixada ucraniana está em contacto com as autoridades do Mónaco. 

Quem é o magnata ferido 

Vadim Yermolaev, o magnata de 58 anos ferido na explosão, é judeu e membro ativo da comunidade judaica de Dnipro, de acordo com informações avançadas pelo The Jerusalem Post. Nasceu em Dnipro e formou-se em economia, tendo ainda chegado a servir o exército soviético. 

Em 2019, Yermolaev renunciou à cidadania ucraniana e tornou-se cidadão do Chipre. Depois da anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014 afirmou ter perdido todos os seus bens localizados na península. 

Presidente do grupo Alef, que fundou em 1990, e empresário no setor imobiliário, industrial e vitivinícola, é referido como uma das figuras mais influentes da economia ucraniana. 

Em 2023, o Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia impôs sanções ao magnata, alegando negócios na Crimeia sob ocupação russa. 

Publicada originalmente a 30 de junho de 2026 às 10:16

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