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Autoridades confirmaram a morte dos três dirigentes durante uma operação militar na região e decretaram três dias de luto nacional.
Pelo menos três membros da Frente Polisário, incluindo o filho do antigo Presidente Mohamed Abdelaziz, morreram num ataque atribuído a Marrocos no muro de separação no Saara Ocidental, anunciou esta segunda-feira a Presidência da República Árabe Saarauí Democrática (RASD).
Num comunicado divulgado pela Presidência saarauí, as autoridades confirmaram a morte dos três dirigentes durante uma operação militar na região e decretaram três dias de luto nacional.
Lehbib Mohamed Abdelaziz, de 37 anos, era filho de Mohamed Abdelaziz, líder histórico da Frente Polisário, que desempenhou funções como secretário-geral do movimento desde 1976 e presidiu à RASD entre 1992 e 2016, ano em que morreu, sendo sucedido por Brahim Ghali.
Nascido em 1989 nos campos de refugiados saarauís na Argélia, Lehbib Mohamed Abdelaziz estudou naquele país antes de ingressar nas forças da Frente Polisário em 2011.
Ao longo da carreira militar, ascendeu ao posto de brigadeiro de campo e foi nomeado membro do Secretariado Nacional da organização em 2024.
A morte de Abdelaziz ocorre durante uma nova deslocação do enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para o Saara Ocidental, Staffan de Mistura, aos campos de refugiados saarauís, no âmbito de uma missão diplomática destinada a relançar os esforços de mediação no conflito.
Em maio, o Presidente saarauí, Brahim Ghali, enviou uma carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, defendendo que os ataques da Frente Polisário contra posições marroquinas constituem atos de legítima defesa face ao que classificou como a rutura, por parte de Rabat, do cessar-fogo estabelecido em 1991.
Nos últimos anos, a Frente Polisário sofreu diversos reveses diplomáticos, à medida que aumentou o apoio internacional ao plano de autonomia proposto por Marrocos para o território, incluindo por parte de Espanha e França.
A proposta é rejeitada pela RASD, que continua a defender a realização de um referendo de autodeterminação e sustenta que Espanha mantém o estatuto de potência administrante do território.
O Saara Ocidental, antiga colónia espanhola, foi ocupado por Marrocos em 1975, desencadeando um conflito armado com a Frente Polisário que terminou com um cessar-fogo em 1991, negociado sob os auspícios das Nações Unidas.
O acordo previa a realização de um referendo sobre a autodeterminação do território, mas divergências relacionadas com o recenseamento eleitoral e a elegibilidade de colonos marroquinos impediram até hoje a concretização da consulta.
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