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Força da ONU no Líbano denuncia ataque contra uma patrulha da Organização

Missão de paz da ONU denunciou também que o exército de Israel efetuou bombardeamentos "na sua zona de operações".

05 de dezembro de 2025 às 13:39

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) denunciou esta sexta-feira um ataque armado por indivíduos não identificados contra uma das suas patrulhas no sul do país, sem, conduto, provocar vítimas.

Num comunicado, a missão de paz da ONU denunciou também que o exército de Israel efetuou bombardeamentos "na sua zona de operações".

No documento, a FINUL indicou que as tropas de manutenção de paz detetaram na quinta-feira "uma série de bombardeamentos israelitas na sua zona de operações no sul do Líbano".

Os ataques ocorreram sobretudo nas localidades de Maruna, Majadel e Baraashit, com Israel a justificar com ataques a supostas infraestruturas do partido-milícia xiita Hezbollah na área.

"Esta situação ocorre num momento em que as Forças Armadas libanesas continuam as suas operações para controlar armas e infraestruturas não autorizadas no sul do Líbano", referiu a missão.

A FINUL sublinhou que as ações "constituem violações claras da resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU", pilar do acordo de cessar-fogo assinado a 27 de novembro de 2024.

"Instamos as Forças de Defesa de Israel a utilizarem os mecanismos de ligação e coordenação ao seu dispor", afirmou, numa referência ao instrumento de supervisão do cessar-fogo.

"Alertamos os atores libaneses contra qualquer reação que possa agravar ainda mais a situação", acrescentou.

A missão salientou igualmente que, horas depois, "seis homens a bordo de três motorizadas" se aproximaram de elementos 'capacetes azuis' que realizavam uma patrulha perto de Bint Yebeil, tendo um deles "efetuado três disparos contra a parte traseira do veículo". "Ninguém ficou ferido", referiu.

"Os ataques contra forças de paz são inaceitáveis e constituem graves violações da resolução 1701. Recordamos às autoridades libanesas a sua obrigação de garantir a segurança das forças de paz e exigimos uma investigação completa e imediata para levar os responsáveis à justiça", declarou.

A FINUL acrescentou que "continua a monitorizar e a informar sobre a situação no sul do Líbano, bem como a apoiar o Líbano e Israel na aplicação da resolução 1701".

"Ambas as partes devem cumprir os seus compromissos e obrigações ao abrigo da resolução e dos entendimentos alcançados em novembro de 2024, se pretendem salvaguardar os progressos obtidos até agora", concluiu.

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