Fórum junta anualmente as elites económica e política mundiais.
O Fórum de Davos, que junta anualmente as elites económica e política mundiais, decorre na próxima semana na Suíça, num contexto de grande instabilidade a nível global, com todas as atenções focadas na participação do Presidente norte-americano, Donald Trump.
Subordinado nesta 56.ª edição ao tema "Um Espírito de Diálogo", o evento, que decorre entre segunda e sexta-feira, dificilmente poderia desenrolar-se num ambiente de maior crispação e de riscos à escala mundial, e terá como figura de cartaz um dos principais protagonistas deste ambiente de tensões, Donald Trump, que regressa presencialmente a Davos seis anos depois, após ter marcado presença em 2020, durante o seu primeiro mandato na Casa Branca (2017-2021).
Num contexto em que a ordem económica e geopolítica global está a ser fortemente desafiada pela política externa e comercial dos Estados Unidos, Donald Trump, que, após a operação militar na Venezuela, insiste em anexar a Gronelândia, mesmo que tal signifique ter de sacrificar a NATO, entre ameaças de intervenções noutros países, encabeçará a maior delegação norte-americana de sempre no evento na estância alpina, e deverá dirigir-se ao Fórum na quarta-feira à tarde.
A intervenção do Presidente norte-americano é sem dúvida o momento mais aguardado do evento, que, como reconheceu Borge Brende, líder do Fórum Económico Mundial, organizador da reunião, "decorre num contexto geopolítico de uma complexidade sem precedentes desde 1945", ano em que terminou a Segunda Guerra Mundial.
Na passada quarta-feira, a poucos dias do arranque do evento, o seu organizador, o Fórum Económico Mundial, publicou o tradicional Relatório de Riscos Globais 2026, identificando como principais riscos para este ano os confrontos geoeconómicos, os conflitos armados, os eventos climáticos extremos, a polarização social e a desinformação.
De acordo com a organização, está já confirmada a presença na edição de 2026 do Fórum de Davos de 64 chefes de Estado e de Governo e de cerca de 850 líderes empresariais de todo o mundo, sendo antecipado um total recorde de 3.000 participantes oriundos de 130 países.
Entre os participantes confirmados estão o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, seis dos sete chefes de Estado ou de Governo do G7, o grupo das sete maiores economias mundiais (apenas o Japão não estará representado ao mais alto nível), o secretário-geral da ONU, António Guterres, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde.
O Governo português estará representado pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e pelo secretário de Estado do Orçamento, José Maria Brandão de Brito.
Criado em 1971, o Fórum Económico Mundial reúne todos os anos centenas de participantes, entre empresários, líderes políticos, economistas e representantes da sociedade civil, numa estância de esqui nos Alpes Suíços transformada em centro de conferências internacionais durante uma semana, tendo este ano sido mobilizados 5.000 militares para garantir a segurança em torno do evento, anunciou o Governo suíço.
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