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Grupos violentos em Barcelona repetem desacatos em protestos contra a detenção do rapper Pablo Hasél

Sexta jornada de manifestações mobilizou menos pessoas do que no sábado, dia em que 38 pessoas foram detidas.
Francisco J. Gonçalves 22 de Fevereiro de 2021 às 08:23
Manifestantes jovens desafiaram a polícia e voltaram a levar a violência e a destruição ao centro de Barcelona
Manifestantes jovens desafiaram a polícia e voltaram a levar a violência e a destruição ao centro de Barcelona FOTO: NACHO DOCE/Reuters
Barcelona viveu este domingo a sexta noite de vandalismo , violência e destruição durante novos protestos pela detenção do rapper Pablo Hasél. Grupos de jovens mais violentos não se deixaram intimidar pelas detenções de 38 manifestantes no sábado e voltaram ontem a atacar a polícia com pedras quando se viram barrados, uma vez mais, à entrada da Via Laietana, onde se situa a sede da Polícia Nacional, alvo habitual da ira dos manifestantes.

Depois de lançarem alguns projéteis sobre polícias nacionais, foram afastados do local pelos Mossos de Esquadra (polícia catalã), desta vez sem necessidade de uma atuação mais musculada como a das noites anteriores, durante as quais dezenas de lojas foram vandalizadas. Apesar disso, pelo menos sete pessoas foram detidas, cinco delas por saquear uma loja de roupa no Passeig de Gràcia. Apesar de terem sido de novo montadas barricadas e incendiados caixotes do lixo em pontos dispersos da cidade, às 22h da noite (hora local) o número de manifestantes nas ruas era já bastante reduzido.

Entretanto, pressionado pelas críticas dos socialistas da Catalunha, o governo catalão em funções mudou de discurso. Salvador Illa, líder da lista socialista às eleições catalãs do passado dia 14, lamentou que o governo catalão não condenasse a violência e o ministro do Interior, Miquel Sàmper, que atacara a polícia e elogiara os manifestantes, condenou agora os “atos de puro vandalismo”.

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