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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Homem coloca 1700 espécies de animais em risco acrescido de extinção até 2070

As espécies de animais que vivem na África Central e de Leste, na América Central e do Sul e no Sudeste Asiático irão sofrer as maiores perdas do seu 'habitat'.

04 de março de 2019 às 16:00

Cerca de 1700 espécies animais correm risco acrescido de desaparecer até 2070, devido à ocupação humana dos seus 'habitats', estima um estudo esta segunda-feira divulgado, apontando África, América do Sul e Sudeste Asiático como regiões críticas.

A lista engloba 886 espécies de anfíbios, 436 espécies de aves e 376 espécies de mamíferos, e nela se incluem o "Oreophryne monticola" (anfíbio da Indonésia), o cobo-do-nilo (antílope do Sudão do Sul), o trepador-sobrancelha (ave do Brasil) e o joão-da-palha (ave do Brasil, Argentina e Uruguai), que poderão perder quase metade do seu 'habitat' nos próximos 50 anos.

Segundo o estudo, publicado na revista científica Nature Climate Change, as espécies de animais que vivem na África Central e de Leste, na América Central e do Sul e no Sudeste Asiático irão sofrer as maiores perdas do seu 'habitat' e, por isso, o seu risco de extinção será maior.

Os autores do estudo, conduzido na Universidade Yale, nos Estados Unidos, fixaram as estimativas com base em informação sobre a distribuição geográfica atual de 19.400 espécies e em projeções sobre as alterações da ocupação do solo.

Os especialistas esperam que o trabalho possa ajudar os decisores a prevenirem e a mitigarem os efeitos do cenário antevisto.

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