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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Ilídio Pinho nega criação de ‘offshore’ no Panamá

Divulgados nomes de portugueses associados ao escândalo.

09 de abril de 2016 às 07:59

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O empresário Ilídio Pinho nega que tenha criado qualquer ‘offshore’ no Panamá, enquanto o antigo presidente da Bial Luís Portela não entra em pormenores, mas refere que a empresa está presente no Panamá.

As declarações foram feitas pelos empresários aos jornalistas Rui Araújo, da TVI, e Micael Pereira, do Expresso, que integram o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) a propósito dos "Papéis do Panamá" e depois de terem sido divulgados nomes de portugueses associados ao escândalo. O artigo é ainda assinado por Miguel Prado.

O semanário Expresso noticia na sua edição de hoje que há mais de 240 portugueses nas 'offshores' do Panamá, entre os quais os nomes mais conhecidos são Luís Portela, Ilídio Pinho e o empresário e antigo presidente do Benfica Manuel Vilarinho, que ainda não se prounciou sobre o assunto.

A notícia consta da primeira página do jornal Expresso, divulgada sexta-feira no programa da SIC Notícias "Expresso da Meia Noite", no âmbito da investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas, do qual o jornal português e a TVI fazem parte, num dossiê que ficou conhecido como "Papéis do Panamá".

Os jornalistas portugueses noticiaram na sexta-feira que o presidente não executivo da Bial, Luís Portela, é um dos empresários que recorreu a ‘offshores’ criadas pela empresa panamiana Mossack Fonseca.

Acrescentam que o dono da maior farmacêutica portuguesa surge associado à Grandison International Group Corp, uma offshore no Panamá na qual Luís Portela assumiu direitos de procuração em 2004, com o poder de movimentar dinheiro e ativos na conta bancária que lhe estava associada.

De acordo com os "Papéis do Panamá", Luís Portela controlava aquela ´offshore´ e forma indireta. A empresa terá entretanto sido encerrada.

Sem querer entrar em pormenores sobre o assunto, o empresário lembrou que a Bial tem presença no Panamá.

Já Ilídio Pinho diz que não tem "rigorosamente nada a ver com isso". Em resposta ao Expresso, por telefone, o empresário, negou que tenha criado para si ou para o seu grupo empresarial qualquer ‘offshore’ no Panamá.

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