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Incêndio florestal em Andaluzia é dos mais mortíferos da história de Espanha

Em 2005, o fogo que deflagrou em Riba de Saelices, em Guadalajara, tirou a vida a 11 pessoas.

10 de julho de 2026 às 15:37

O incêndio florestal que deflagrou, esta quinta-feira à noite, em Los Gallardos, na província espanhola de Almería, em Andaluzia, é já considerado um dos mais mortíferos da história de Espanha. Até ao momento já foram confirmadas 12 vítimas mortais, segundo dados oficiais do Governo Regional de Andaluzia, superando o número de mortos (11) do incêndio em Riba de Saelices, em Guadalajara, que aconteceu em 2005.

A fuga às chamas em Almería tirou a vida a 12 pessoas, a maioria turistas estrangeiros britânicos e belgas. Alguns corpos foram encontrados carbonizados dentro de veículos em Bédar. 

Incêndios mortíferos em Espanha

Há mais de 15 anos, a 19 de fevereiro de 2011, seis membros de uma corporação de bombeiros do governo de Aragão perderam a vida na queda do helicóptero em que seguiam para combater o incêndio no município espanhol Villel, de acordo com o Diario de Almería.       

A 21 de julho de 2009, um incêndio no Parque Natural de Els Ports, em Tarragona, foi fatal para cinco bombeiros.

A 16 de julho de 2005, um incêndio de grandes deflagrou em Riba de Saelices, na província de Guadalajara. Um dia depois, durante as operações de combate às chamas, morreram dois agentes ambientais e nove elementos de equipas de bombeiros, avança a mesma fonte.

O dia 11 de agosto de 2003 foi trágico para uma família de cinco pessoas que morreram asfixiados quanto tentaram fugir de um incêndio florestal em Sant Llorenç Savall, em Barcelona. Entre as vítimas encontrava-se um menor.  

Um fogo em Alájar de la Sierra, em Huelva, tirou a vida a quatro pessoas a 30 de junho de 1999.

O verão mais trágico a nível de mortes em incêndios florestais em Espanha foi no ano de 1994. No total morreram 30 pessoas - oito atingidas pelo fogo e 22 no combate às chamas. O Diario de Almería revela que a 4 de julho de 1994, no combate ao incêndio no município de Millares, morreram seis membros de uma corporação de bombeiros e, ainda, um voluntário. A 6 de julho do mesmo ano, na Serra de Mariola, em Alicante, morreram cinco ocupantes de um avião português que estava a ajudar as autoridades espanholas a apagar um fogo. Em setembro, no dia 14, o despiste de um carro dos bombeiros acionados para um incêndio em Nonaspe, Zaragoza, tirou a vida a quatro elementos.

A 5 de agosto de 1993 um incêndio de grandes dimensões devastou 800 hectares em cinco municípios da província espanhola de Tarragona. Seis pessoas morreram.

No ano de 1992, a 7 de setembro, cinco bombeiros especializados no combate a incêndios florestais foram vítimas do fogo que devastou o Parque Natural de Grazalema, em Cádiz.

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