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Iranianos celebram morte de 'ayatollah' junto a embaixada em Lisboa

Manifestantes pedem o regresso do filho mais velho do último xá, Reza Pahlavi.

01 de março de 2026 às 16:26

Várias dezenas de iranianos reuniram-se este domingo à frente da embaixada do Irão em Lisboa para celebrar a morte do líder supremo Ali Khamenei e pedir o regresso do filho mais velho do último xá, Reza Pahlavi.

Os participantes na ação, promovida pela comunidade iraniana residente em Portugal, exibiam bandeiras do Irão com o Leão e o Sol dourados, a bandeira anterior à atual da República Islâmica, que adotou uma tulipa vermelha estilizada, muito importante no Islão xiita como símbolo de Husayn Ibn Ali al-Hussein, o neto de Maomé que morreu como mártir numa batalha do século VII.

Também eram visíveis no local bandeiras dos Estados Unidos e de Israel.

Sarina, gestora de comunicação, confessou que ficou feliz com o anúncio da morte de Ali Khamenei, porque o antigo líder supremo era o rosto de um regime que assassinou "muita gente no Irão", incluindo "crianças, jovens, mães e pais".

"Agora, depois da morte de Ali Khamenei, agora a única coisa que queremos é o regresso de Reza Pahlavi", adiantou a jovem que está em Portugal há sete anos.

Já Kimia Rakkhshani, estudante, espera que após a morte de Khamenei o país possa "viver uma democracia" e que as pessoas possam "tomar as suas próprias decisões".

A estudante de 26 anos disse que conseguiu falar com a mãe durante "um ou dois minutos" e descreveu que ela estava "muito feliz".

"Ela estava a rir, a chorar e disse-me que na cidade [onde vive], uma pequena cidade no norte do Irão, havia muitos soldados e muitos polícias para acalmar as pessoas e obrigá-las a permanecer em casa", afirmou.

Ainda assim, a mãe de Kimia referiu que as pessoas estavam "felizes e a gritar à janela" e faziam questão de mostrar a felicidade "mesmo em casa".

Kimia Rakkhshani estava grata aos Estados Unidos e a Israel e disse esperar que continuem a "ajudar o Irão" porque existem ainda forças aliadas ao regime que ainda querem "matar e controlar as pessoas".

No sábado, mais de 30 iranianos juntaram-se e foram levar flores às embaixadas norte-americana e israelita em Lisboa em sinal de agradecimento aos dois países que atacaram o Irão para eliminar "as ameaças iminentes" do país.

Israel e os Estados Unidos iniciaram no sábado uma vasta operação militar contra o Irão de que resultou já a morte de vários dirigentes políticos e militares da República Islâmica, além de Ali Khamenei.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, deu indicações de que a operação visava o derrube do regime do Irão e incitou o povo iraniano a tomar o poder após a intervenção militar conjunta com Israel.

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