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Irão desafia Trump e acelera execução de manifestantes

Presidente dos EUA ameaçou com "ação muito forte" se o regime começar a executar detidos.

15 de janeiro de 2026 às 01:30

O regime iraniano indicou esta quarta-feira que pretende julgar e executar rapidamente os milhares de detidos por participarem nas manifestações das últimas semanas, ignorando de forma clara os avisos do Donald Trump para não executar manifestantes.

"Se queremos fazê-lo, temos de fazê-lo já. Temos de agir rapidamente. Se demorarmos dois ou três meses não terá o mesmo efeito", afirmou Gholamhossein Mohseni-Ejei, Presidente do Supremo Tribunal do Irão e máximo responsável pelo sistema judicial do país, sobre os julgamentos sumários dos manifestantes detidos, muitos dos quais foram acusados do crime de "inimizade a Deus", punível com a pena de morte. É o caso de Erfan Soltani, um jovem de 26 anos detido durante um protesto no último sábado em Karaj, arredores de Teerão, e cuja família foi informada de que seria enforcado esta quarta-feira.

Na terça-feira, o Presidente dos EUA fez um aviso claro ao regime iraniano para não executar manifestantes, ameaçando com "uma ação muito forte dos EUA", se o fizerem. "Não gostamos daquilo que está a acontecer no Irão. Se eles querem protestar é uma coisa, mas quando começam a matar milhares de pessoas, e agora estão a falar em enforcamentos, vamos ver o que acontece. Não será bom para eles", afirmou Trump, horas depois de ter apelado aos manifestantes para continuaram com os protestos, que já fizeram mais de 2500 mortos, segundo o último balanço. O Presidente dos EUA garantiu também que "a ajuda está a caminho", no que foi entendido como uma indicação clara de que os EUA se preparam para uma ação militar.

O Irão ameaçou esta quarta-feira atacar as bases militares dos EUA na região como retaliação por um eventual ataque americano, ameaça que Trump desvalorizou. "Disseram o mesmo da última vez que rebentámos com eles", disse Trump, numa referência ao bombardeamento das instalações nucleares iranianas, em junho.

SAIBA MAIS

Qatar EUA retiram pessoal

Os EUA começaram esta quarta-feira a retirar algum pessoal não essencial da base militar de Al Udeid, no Qatar, após as ameaças de retaliação do regime iraniano. A base, que alberga milhares de militares americanos, foi atacada pelo Irão em junho.

Detidos Confissões forçadas

A televisão estatal iraniana transmitiu nos últimos dias dezenas de “confissões” de detidos, alguns dos quais “confirmam” o envolvimento dos EUA e de Israel nos protestos. ONG avisam que estas confissões são obtidas sob tortura.

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