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Correio da Manhã

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Jovem dá à luz e atira recém-nascido pela janela do segundo andar

Empregada de limpeza estranhou ver um saco do lixo separado e encontrou o corpo ainda morno e, ao levantar o saco plástico, viu uma grande poça de sangue por baixo e deu o alarme.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 20 de Junho de 2020 às 15:04
Bebé recém-nascido
Bebé recém-nascido

Uma jovem de 20 anos foi presa na cidade de Praia Grande, no litoral sul do estado brasileiro de São Paulo, acusada de ter atirado o filho recém-nascido pela janela do segundo andar do apartamento onde vive logo após o parto. O corpo do bebé foi encontrado pouco depois por uma funcionária da limpeza do edifício residencial, localizado na Rua Jamil Issa, no bairro de classe média conhecido como Vila Caiçara.

De acordo com informações avançadas pela Polícia Civil (Judiciária) de Praia Grande, a jovem logo após o parto pôs o filho numa sacola plástica de lixo e atirou-o pela janela, tentando acertar uma lixeira que fica numa área aberta do imóvel. Vendo que a sacola com o recém-nascido tinha caído em outro ponto, a jovem, ainda de acordo com o relatado em conferência de imprensa pela polícia, desceu, apanhou a sacola e deitou-a para dentro do contentor de lixo que atende ao prédio.

Foi a empregada da limpeza que, ao estranhar ver uma sacola de lixo separada das outras e com um formato estranho, foi até ao contentor. Ao tocar na sacola percebeu o que lhe parecia um corpo ainda morno e, ao levantar o saco plástico, viu uma grande poça de sangue por baixo e deu o alarme.

Quando a ambulância e a polícia chegaram ao local, confirmaram que o recém-nascido já estava morto e não havia o que fazer por ele. Investigações realizadas entre os moradores do edifício levaram a polícia até à mãe do recém-nascido, que foi presa.

Ela negou ter atirado o filho e alegou que a sacola de plástico com o bebé caiu acidentalmente da janela do segundo andar, em cujo parapeito a tinha deixado, e não deu mais detalhes, estando agora a polícia à espera da autópsia ao corpo do bebé para apurar se ele já nasceu morto ou se foi a queda que o matou. À imprensa, os responsáveis pela investigação disseram que a jovem, que já tem um filho de pouco mais de um ano e vive no apartamento com a mãe, o filho e irmãos, ficou estranhamente calma durante todo o interrogatório, não mostrando nem desespero nem arrependimento.
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