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Correio da Manhã

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Jovem embalsamada viva no hospital

Médicos trocaram soro por substância que deixou mulher em agonia até à morte.
8 de Abril de 2018 às 16:21
Ekaterina tinha 27 anos
Ekaterina tinha 27 anos
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Ekaterina tinha 27 anos
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Ekaterina tinha 27 anos
Ekaterina tinha 27 anos
Ekaterina tinha 27 anos
Ekaterina tinha 27 anos
Ekaterina tinha 27 anos

Uma mulher russa morreu no hospital depois de os médicos terem trocado o soro que estava a ser administrados por via intravenosa por uma solução com formaldeído, substância usada no processo de embalsamamento e que evita que os corpos entrem em decomposição.

Ekaterina Fedyaeva, de 27 anos, estava a recuperar no hospital de Ulyanovsk, na Rússia, depois de uma cirurgia de rotina quando se deu a tragédia. A família está revoltada, acusa os médicos de "homicídio e negligência grosseira" e afirma que sofreu até à morte, depois de ter sido "embalsamada viva".

Depois do erro, a jovem começou a sofrer dores horríveis e convulsões constantes, mas foi enviada para casa com alta, antes de entrar em coma. Ligada a máquinas de suporte de vida, sofreu várias paragens cardiorrespiratórias, enquanto a substância se espalhava pelo corpo.

Foi levada de urgência para outro hospital, em Moscovo, e ainda recuperou a consciência por segundos, antes de morrer vítima de falência múltipla de órgãos.

A mãe da jovem, Galina Baryshnikova, e o marido, Igor, estavam com a jovem quando esta começou a ter os primeiros sintomas. "As penas dela começaram a mover-se sem que ela as controlasse. O corpo todo dela começou a contorcer-se e ela teve convulsões ininterruptas. Tentei tapá-la com um cobertor, achei que ela tinha frio, mas ela agitava-se cada vez mais. Foi horrível, nem consigo descrever", conta a mãe da vítima.

Galina garante que os médicos detetaram logo o erro e que foi por isso que deram alta a Ekaterina. "Eu pedi-lhes ajuda, disse-lhes que era a minha filha, a minha única filha, e ela não estava bem. Não fizeram caso e mataram-na. Eles só queriam que nós desaparecêssemos para esconderem tudo. A minha filha sofreu durante 14 horas enquanto o formaldeído a destruía por dentro", lamenta.

Quando confrontada pela família, a direção do hospital acabou por assumir que tinha ocorrido "um erro médico". Foram usados mais de 50 medicamentos diferentes para tentar salvar Ekaterina.

As autoridades estão a investigar o caso, depois da família ter formalizado uma queixa.

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