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Kallas exige "fim de repressão política e controlo absoluto da economia" em Cuba

Alta Representante da União Europeia para a Política Externa defendeu reformas políticas e económicas "significativas" para evitar o "colapso" do país.

19 de maio de 2026 às 23:46

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa exigiu esta terça-feira às autoridades cubanas o "fim da repressão política" e "do controlo absoluto" da economia e defendeu reformas políticas e económicas "significativas" para evitar o "colapso" do país.

"Havana deve acabar com a repressão política e o controlo absoluto sobre a economia que está a travar a economia", disse Kaja Kallas durante um debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre a situação em Cuba.

A chefe da diplomacia europeia lamentou que milhões de cubanos estão a sofrer cortes diários de eletricidade, escassez de medicamentos e alimentos, bem como a deterioração dos serviços públicos e dificuldades crescentes para aceder a cuidados sanitários básicos.

Neste sentido, atribuiu a crise energética e económica a "fracassos económicos estruturais", "políticas deficientes" e também ao "impacto das restrições externas vigentes", se bem que não tenha mencionado diretamente o bloqueio dos EUA à ilha que se agravou desde o início deste ano.

Kallas insistiu em que as autoridades cubanas devem libertar as pessoas detidas "arbitrariamente", avançar para reformas políticas e económicas e abrir o país "à democracia", sublinhando que esta mensagem constitui um "consenso" entre os Estados membros da UE.

Mesmo assim, defendeu que a abertura à iniciativa privada, ao investimento, ao empreendedorismo e à modernização económica é "essencial" para estabilizar a situação do país, sublinhando que uma reforma económica sustentável requer "segurança jurídica, atores económicos independentes e liberdade"".

A política estónia indicou ainda que a UE continuará a apoiar a população cubana com ajuda humanitária e destacou a recente mobilização de seis milhões de euros adicionais para atender necessidades urgentes. Como detalhou, o financiamento europeu canaliza-se através de organizações internacionais, agências dos Estados membros e parceiros europeus. "A União Europeia não financia o Estado cubano", vincou.

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