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Kiev acusa governadora do Banco da Rússia de financiar grupos militares russos

17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

02 de janeiro de 2023 às 23:09

As autoridades ucranianas acusaram esta segunda-feira a governadora do Banco da Rússia, Elvira Nabiullina, de financiar grupos militares russos, que participam na invasão da Ucrânia, ao organizar a introdução do rublo nas regiões sul e leste do país.

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) indicou que Nabiullina está acusada de "organizar a introdução do rublo nas regiões sul e leste da Ucrânia" e, desta forma, retirar a moeda local, o grivna.

"Como resultado de uma série de ações de investigação, a SBU recolheu evidências da participação da chefe do Banco Central da Rússia no financiamento de grupos militares do país agressor", salientou o serviço de inteligência ucraniana, citada pela agência Ukrinform.

Elvira Nabiullina foi acusada de violar o artigo 110 do Código Penal por "conspiração para modificar as fronteiras do Estado da Ucrânia e violar a ordem estabelecida na Constituição, causando graves consequências e a perda de vidas humanas".

A mesma fonte adiantou que as autoridades ucranianas planeiam colocá-la numa lista internacional de busca e captura.

Esta não é a primeira vez que a Ucrânia acusa cidadãos russos de violar o seu Código Penal. Em 2019, um tribunal de Kiev condenou a vice-presidente da Duma, Svetlana Savchenko, à revelia por alta traição, num caso ligado à anexação da península da Crimeia pela Rússia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas -- 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.884 civis mortos e 10.947 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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