Resposta do partido surge após declarações de Venâncio Mondlane, que disse ser bom criar incidentes.
O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, criticou esta segunda-feiraa política de "ódio e do caos" que promove "incidentes" e geram desordem propositada em Moçambique, depois de o político Venâncio Mondlane defender ser bom criar incidentes.
"Enquanto alguns enveredam numa política do ódio e do caos, promovendo incidentes que geram desordem e de forma propositada, nós apostamos no diálogo genuíno, para permitir que cada moçambicano participe de forma construtiva na formulação de políticas de desenvolvimento nacional", disse o presidente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder desde 1975), também chefe de Estado.
Daniel Chapo falava na Escola do partido, na Matola, sul do país, na reunião da direção da formação partidária com dirigentes das organizações sociais de nível central e provincial, em que apelou aos membros do seu partido para continuarem a trabalhar pelo bem-estar das populações.
Em causa está um vídeo do político Venâncio Mondlane em que disse, em finais de fevereiro, que "é sempre bom criar um incidente", porque se "embaraça um pouco as pessoas", durante uma transmissão em direto na sua página do Facebook, quando acompanhava a detenção de membros do seu partido.
Mondlane explicou posteriormente que o termo "incidente" que usou é um "conceito jurídico", referindo que foi empregue num contexto em que se pretende "mudar padrões e forçar que as pessoas que estão fora da linha venham à linha".
Nas mesmas declarações, Chapo apontou que o país e o mundo enfrentam desafios marcados por transformações históricas, apontando para a transição geracional, o aumento demográfico, o avanço rápido da ciência, da tecnologia e da transformação digital, o impacto dos eventos climáticos, o terrorismo em Cabo Delgado, no norte, e o crime organizado entre os "grandes desafios" para a Frelimo enquanto partido no poder.
Por isso, para o líder da formação política, a crescente procura dos serviços como emprego e habitação para a juventude, o acesso à educação e saúde, à energia e abastecimento de água e saneamento de meio exigem do partido e das organizações sociais empenho na ações concretas na materialização dos compromissos assumidos com o povo.
"O percurso da Frelimo ao longo dos mais de sessenta anos da sua existência é um testamento de serviço ao povo moçambicano. Em todos os momentos da nossa história recente, a Frelimo sempre se coloca do lado do Povo. É a Frelimo sempre na vanguarda da defesa dos mais altos interesses da nação e o povo tem consciência disso", disse Chapo.
O líder do partido criticou as várias tentativas de "desviar" o povo no caminho da construção de uma nação democrática que seja de justiça social, pedindo aos órgãos sociais do seu partido ações concretas para materializar estes objetivos.
"Nós, a Frelimo, estamos sempre presentes e firmes a trabalhar com o povo e para o povo. Nós, a Frelimo, somos um partido da paz, da democracia e do desenvolvimento. Somos um partido líder das transformações, a verdadeira força da mudança, sempre atento e aberto para assumir e implementar as reformas que se mostram necessária em cada fase da nossa história coletiva", disse Chapo.
Afirmou ainda que quer os membros do partido, através das organizações sociais, a reconhecer e admitir falhas que surgem ao longo enquanto partido que governa, pedindo abertura nos debates com as organizações sociais para avançarem com soluções visando reforçar a implantação da Frelimo em todo o país e no estrangeiro.
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