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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Lula diz que EUA ultrapassaram linha do aceitável após ataque na Venezuela

Presidente brasileiro disse que agressão militar abriu um precedente perigoso para a região.

03 de janeiro de 2026 às 15:01

O presidente do Brasil, Lula da Silva, condenou este sábado vivamente os ataques aéreos massivos dos EUA ao país vizinho, Venezuela, e diz que essa agressão militar abriu um precedente perigoso para a região. Lula também avaliou que os ataques e a captura por militares norte-americanos do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ultrapassaram tudo o que é aceitável na relação entre países.

“Os bombardeios em território da Venezuela e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", declarou Lula da Silva, amigo de Nicolás Maduro há décadas mas que nos últimos tempos adotou uma postura mais crítica ao venezuelano, acusado de ter fraudado a vitória nas presidenciais de 2024.

Lula, que desde o final do ano está fora de Brasília, convocou uma reunião de emergência do seu governo, com a participação, todos por videoconferência, de ministros de várias áreas, militares e diplomatas. O Brasil, um dos últimos países da América Latina a posicionar-se sobre a agressão militar dos EUA à Venezuela, com a qual tem uma fronteira enorme, vai tentar aperceber-se melhor da situação antes de definir ações sobre as potenciais implicações políticas e sociais que poderão acontecer no país vizinho.

Entretanto, a fronteira entre a Venezuela e o estado brasileiro de Roraima, no extremo norte do Brasil, foi encerrada logo após os ataques aéreos dos Estados Unidos. Segundo o director-geral da Polícia Federal brasileira, Andrei Passos, o encerramento partiu das autoridades da Venezuela, que concentraram um efetivo militar maior do que o habitual na passagem para a cidade brasileira de Pacaraima, e do lado do Brasil também foi reforçada a presença de forças de segurança. (FIM).

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