Mãe e filha morrem abraçadas a rezar em carro submerso em enxurrada

Uma terceira vítima, uma adolescente de 16 anos, também acabou sugada. Caso aconteceu no Brasil.

Uma mãe de 40 anos e a filha, de apenas seis, morreram abraçadas dentro de um carro numa avenida de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, no Brasil, durante uma violenta tempestade que se abateu sobre a cidade na tarde desta quinta-feira. Uma terceira vítima, Anna Luísa Fernandes de Paiva Maria, uma adolescente de 16 anos, foi sugada por uma abertura que dá acesso a uma galeria subterrânea de águas fluviais e esta sexta-feira estava a ser procurada por bombeiros.

Cristina Pereira Matos e a filha, a pequena Sofia Pereira, foram apanhadas de surpresa pela tempestade quando o carro delas boiava na Avenida Vilarinho, na região de Venda Nova, na capital mineira. Com a chuva torrencial, a não deixar ver nada, e com a força da inesperada enxurrada que se formou na avenida, Cristina não conseguiu avançar com o carro e a água e a lama da chuva e dos rios que ladeiam a avenida rapidamente submergiram o veículo.

Quando os bombeiros, na manhã desta sexta-feira e com o auxílio de máquinas pesadas, conseguiram chegar ao carro, mãe e filha estavam mortas e abraçadas. Num detalhe que comoveu os socorristas, elas dividiam nas mãos um terço, indicando que tentaram através da fé um auxílio que não chegou.

No local onde mãe e filha foram encontradas dentro do carro, a enxurrada subiu mais de dois metros acima do nível do asfalto, submergindo tudo ao seu redor. Muitos outros carros ficaram debaixo de água, mas os seus ocupantes, arriscando as vidas no meio da forte corrente, conseguiram salvar-se.

Cristina e Sofia, pelo contrário, mantiveram-se dentro do veículo, provavelmente não imaginando que a água subisse tanto. Boa parte das mortes em circunstâncias parecidas acontece por causa disso, pois as pessoas sentem-se mais seguras dentro dos carros e quando percebem que não o estão já não conseguem sair.

Na região da Venda Nova choveu em poucas horas absurdos 84,6 milímetros, o que significa que em pouco tempo caíram 84 litros de água por cada metro quadrado. Noutras regiões da cidade, choveu ainda mais, como na Pampulha, onde caíram 95,4 milímetros, e houve destruição e desabamentos por toda a cidade, mas sem mais mortes.

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