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Mais de 300 mortos nas enxurradas no Nepal e Tibete. Número de desaparecidos ultrapassa os 1300

Autoridades continuam à procura de sobreviventes.

Atualizado a 27 de agosto de 2026 às 19:30
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Vídeo mostra momento em que avalanche de gelo e rocha destrói casa no Nepal

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Equipas de resgate continuam, esta quinta-feira, a procurar cerca de 1.400 pessoas desaparecidas devido às enxurradas que atingiram a região fronteiriça entre o Nepal e a China.

Os números de vítimas mortais têm sido atualizados com muita frequência e já subiu para 392. 

Um porta-voz da polícia nepalesa, Abhi Narayan Kafle, confirmou à agência de notícias espanhola EFE o mais recente balanço e disse que as autoridades resgataram com vida 445 pessoas nas últimas horas, entre as quais 27 estrangeiros.

De acordo com a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, 910 pessoas estão desaparecidas, dos quais 517 são cidadãos estrangeiros, 44 são membros do exército e 28 agentes da polícia.

As autoridades chinesas elevaram, esta quinta-feira, de 265 para 558 o número de desaparecidos no Tibete devido às enxurradas que atingiram a fronteira com o Nepal, onde pelo menos três pessoas morreram. Segundo o mais recente balanço oficial, divulgado, esta quinta-feira de manhã numa conferência de imprensa do governo municipal de Shigatse, três pessoas morreram e 558 continuam desaparecidas no lado chinês.

Desaparecidos no Nepal por nacionalidade
Desaparecidos no Nepal por nacionalidade FOTO: X

Risco de novas cheias caso detritos bloqueiem rios

Especialistas alertaram que os detritos transportados pelas enxurradas nos Himalaias, que deixaram pelo menos 168 mortos no Nepal e na China, podem criar barragens naturais e desencadear um segundo evento catastrófico caso sejam libertados.

Num comunicado divulgado, esta quinta-feira, o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD, na sigla em inglês), com sede em Katmandu, indicou que as autoridades e os cientistas estão a avaliar se os detritos bloquearam temporariamente o rio num troço estreito, "formando uma barragem natural", dado que, se esta água for libertada repentinamente, poderá criar "um risco secundário".

O centro acredita que uma avalanche proveniente de um glaciar terá provavelmente provocado a enxurrada de quarta-feira, que deixou pelo menos 1.300 desaparecidos dos dois lados da fronteira.

Publicada originalmente a 27 de agosto de 2026 às 07:53

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