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Marco Rubio agradece a Paulo Rangel pela "cooperação económica e de defesa" durante chamada telefónica

Rubio destacou a força contínua das ligações bilaterais entre os EUA e Portugal.

31 de março de 2026 às 22:09

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, esteve ao telefone com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, para agradecer a "cooperação económica e de defesa".

Rubio destacou a força contínua das ligações bilaterais entre os EUA e Portugal.

"Ambos os líderes expressaram o compromisso para com a segurança transatlântica", lê-se no comunicado do porta-voz Tommy Pigott, divulgado no site oficial do governo norte-americano.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou na rede social X que, na chamada do secretário de Estado norte-americano ao ministro português, ambos "falaram da situação no Médio Oriente e registaram a importância da ligação transatlântica, tendo abordado também a relação bilateral a nível da economia e da defesa".

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.

Desde o início do ataque ao Irão que vários aviões militares, sobretudo de reabastecimento, têm descolado da base aérea norte-americana nas Lajes (arquipélago dos Açores), em missões quase diárias.

O Governo português deu uma "autorização condicionada" ao uso da Base das Lajes, já depois do início do ataque, apontando como requisitos que a infraestrutura só podia ser utilizada "em resposta a um ataque, num quadro de defesa ou retaliação", que a ação tinha de ser "necessária e proporcional" e que só podia "visar alvos de natureza militar".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou em meados de março, no parlamento, que, do que tem sido dado a conhecer ao Governo, a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos da América "tem cumprido os pressupostos subjacentes à autorização" dada por Portugal.

Criticando a operação militar contra o Irão, o governo de Espanha proibiu os EUA de usarem bases militares norte-americanas no país, assim como o espaço aéreo espanhol, para qualquer operação relacionada com estes ataques ao Irão, por considerar que se trata de uma guerra ilegal, que viola o direito internacional.

Na segunda-feira, Marco Rubio criticou Espanha e questionou o papel da NATO se os aliados não apoiam os Estados Unidos.

"Temos países como a Espanha, um membro da NATO que nos comprometemos a proteger e que nos nega o uso do seu espaço aéreo e se vangloria disso, que nos nega o uso das suas bases", afirmou Rubio numa entrevista à televisão Al Jazeera.

"E há outros países que também o fizeram, e então perguntamo-nos: o que ganham os Estados Unidos?", acrescentou.

Rubio explicou que uma das razões pelas quais ele próprio apoia a NATO é porque as bases "dão influência, dão flexibilidade e dão capacidade operacional em todo o mundo" aos EUA.

"Mas se a NATO serve apenas para defendermos a Europa caso seja atacada, enquanto eles nos negam acesso às suas bases quando precisamos delas... Não é um acordo muito bom", afirmou.

"Tem sido muito frustrante", sublinhou, antes de lembrar que os EUA têm dezenas de milhares de militares na Europa, assim como milhares de milhões de dólares em armamento no continente.

"Tudo isto para defender a Europa, não para defender os Estados Unidos (...) vamos ter de rever tudo isto" quando terminar a ofensiva contra o Irão, afirmou.

Rubio defendeu que "se amanhã" os EUA decidissem retirar as tropas da Europa "seria o fim da NATO".

Estas declarações de Marco Rubio juntam-se a outras do próprio Trump, que nos últimos meses tem criticado o Governo espanhol, liderado por Pedro Sánchez, pela posição em relação à guerra no Médio Oriente e pela recusa em aumentar para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) o orçamento nacional dedicado à defesa, como se comprometeram a fazer os restantes membros da NATO.

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