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Correio da Manhã

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Adolescente que atacou escola no Brasil apoiava Bolsonaro e "amava" armas

Guilherme vivia com os avós. Já Luiz era jardineiro e nunca deu sinais do que viria a fazer.
13 de Março de 2019 às 20:43
Guilherme, um dos autores de massacre em escola brasileira publicou fotos armado antes do crime
Guilherme, um dos autores de massacre em escola brasileira publicou fotos armado antes do crime
Guilherme, um dos autores de massacre em escola brasileira publicou fotos armado antes do crime
Guilherme, um dos autores de massacre em escola brasileira publicou fotos armado antes do crime
Um dos atiradores que abriu fogo na escola de São Paulo, Luiz Henrique de Castro
Guilherme, um dos autores de massacre em escola brasileira publicou fotos armado antes do crime
Guilherme, um dos autores de massacre em escola brasileira publicou fotos armado antes do crime
Guilherme, um dos autores de massacre em escola brasileira publicou fotos armado antes do crime
Guilherme, um dos autores de massacre em escola brasileira publicou fotos armado antes do crime
Um dos atiradores que abriu fogo na escola de São Paulo, Luiz Henrique de Castro
Guilherme, um dos autores de massacre em escola brasileira publicou fotos armado antes do crime
Guilherme, um dos autores de massacre em escola brasileira publicou fotos armado antes do crime
Guilherme, um dos autores de massacre em escola brasileira publicou fotos armado antes do crime
Guilherme, um dos autores de massacre em escola brasileira publicou fotos armado antes do crime
Um dos atiradores que abriu fogo na escola de São Paulo, Luiz Henrique de Castro
Um com 17 anos, outro com 26. Guilherme Monteiro e Luiz Henrique de Castro foram os protagonistas desta quarta-feira pelas piores razões. São eles os autores do ataque armado que mataram a oito pessoas numa escola em São Paulo e se suicidaram em seguida. 

Quem são estes dois jovens? Guilherme Monteiro, o autor do massacre mais novo, é um fã declarado de Bolsonaro e nas suas redes socias não esconde nem a posição política nem o amor que tem por armas. Poucas horas antes do ataque, Guilherme partilhou cerca de 30 imagens onde surgia armado e com alguns gestos ofensivos. Dizia que estava prestes a "viajar para São Paulo". 

"Um amor: Armas", "Eu Amo Armas" e "Portal Armas de Fogo" são algumas das páginas com as quais o jovem mais interagia, segundo a sua conta de Facebook. A página foi eliminada horas após o massacre assim como a conta do outro atirador, Luiz Henrique. 

O apoio incondicional do adolescente pelo presidente Jair Bolsonaro é também um dos traços mais vincados nas suas redes sociais. Durante a campanha, Guilherme gostou de publicações com mensagens como "o meu candidato é apoiado pela polícia, o seu é procurado por ela". 

Seguindo a linha de pensamento do presidente brasileiro, Guilherme condena o feminismo. O jovem gostou de uma publicação sobre a ativista assassinada Marielle Franco cuja mensagem dizia: "trate bandidos como vítimas, e um dia a vítima será você".

Da política para as coisas mais normais da vida de um adolescente, este jovem assume-se fã de séries como Walking Dead ou Hannibal. Jogos como Call of Duty e Ghost Recon eram os seus favoritos. 

A profunda investigação ao perfil de Guilherme por parte da Globo denuncia ainda problemas psicológicos pelos quais o adolescente estaria a passar.

"Quando você faz uma piada sobre suicídio e todo mundo ri, mas na verdade é um relato sobre a sua vida", lê-lhe numa publicação de 2018 em que Guilherme colocou um 'gosto'.

A revista Veja, revela que o adolescente sempre viveu com os avós - a avó morreu recentemente - porque os pais tinham problemas com drogas. Por essa razão, Guilherme nunca teve contato com os progenitores.

"Era um menino bonzinho, não tinha problemas com drogas e nunca me deu trabalho", disse o avô, que preferiu não se identificar. 

O adolescente sofria também com problemas de pele. O avô pagava-lhe os tratamentos uma vez que Guilherme tinha vergonha das borbulhas que se evidenciavam no seu rosto.

O outro atirador é Luiz Henrique. Fabrício Tsutsui, advogado da família, revela que todos estão em choque. Nada fazia prever o comportamento desta quarta-feira de Luiz. 

"A família é formada por idosos e estão todos perplexos", afirmou Tsutsui. De acordo com o tio de Luiz em entrevista à revista Veja, o jovem aparentava ser "tranquilo" e gostava de jogar à bola com os amigos como qualquer outro jovem. 

Luiz era jardineiro e saiu normalmente para trabalhar esta manhã. Morava com os pais e os avós.
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