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Mata namorada com 22 facadas e provoca explosão na casa de ambos no Reino Unido

Filha de juiz foi morta depois de pedir ao namorado que abandonasse a casa que partilhavam há mais de uma década.

07 de maio de 2026 às 13:39

Uma mulher de 46 anos, filha de um juiz do tribunal criminal Old Bailey, em Londres, Reino Unido, foi morta à facada pelo companheiro durante uma discussão violenta na casa onde ambos viviam, no norte da capital britânica. O suspeito terá causado uma explosão em casa após o crime. O caso está agora a ser julgado no Snaresbrook Crown Court.

Clifton George, de 45 anos, é acusado de assassinar Annabel Rook a 17 de junho do ano passado. O arguido admite ter causado a morte da companheira, tendo-se declarado culpado de homicídio involuntário, mas nega a acusação de homicídio qualificado, de acordo com a Sky News.

Segundo a acusação, a relação do casal não estava bem e Annabel teria pedido a Clifton que abandonasse a casa que partilhavam há mais de uma década.

De acordo com o Ministério Público, a discussão escalou rapidamente para violência física. "Durante a discussão, ele deu-lhe um murro, tentou estrangulá-la e depois foi à cozinha buscar uma faca. Regressou à sala e esfaqueou-a até à morte", afirmou o procurador perante o tribunal.

A vítima sofreu 22 facadas, incluindo um golpe fatal no coração. O corpo foi encontrado após uma explosão provocada no interior da casa. A acusação sustenta que, depois do ataque, Clifton George terá ateado um incêndio e incendiado uma botija de gás, causando "uma enorme explosão".

Quando os serviços de emergência chegaram ao local, encontraram o arguido no jardim traseiro da habitação, gravemente ferido e alegadamente a tentar ferir-se com um pedaço de vidro partido. Segundo o tribunal, George terá dito aos agentes que a companheira estava dentro da casa e acrescentado que ela estava morta. Questionado sobre como sabia disso, respondeu: "Porque fui eu que a matei."

Durante os interrogatórios policiais, o arguido afirmou que "perdeu o controlo" depois de descobrir que Annabel Rook lhe tinha "mentido".

Annabel Rook era filha de Peter Rook, antigo juiz do Old Bailey, o mais conhecido tribunal criminal do Reino Unido. Apesar de nunca terem casado, ela e Clifton George viviam juntos há cerca de dez anos.

O Ministério Público rejeitou a declaração de culpa por homicídio involuntário apresentada pelo arguido, mantendo a acusação de homicídio. Caberá agora ao júri determinar se o crime resultou de perda de controlo momentânea ou se houve intenção deliberada de matar. O julgamento prossegue.

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