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Milhares protestam em vários estados contra proibição do aborto nos EUA

Protestos contra a reversão da decisão do direito ao aborto multiplicam-se pelos estados norte-americanos.

26 de junho de 2022 às 09:18

Milhares de norte-americanos saíram à rua em protesto contra o Supremo Tribunal dos Estados Unidos, logo que este anunciou a reve rsão da decisão sobre o direito ao aborto.

Os protestos têm-se multiplicado por vários estad os, embora também haja manifestações a favor. A maior parte tem sido pacífica, mas no Arizona houve confrontos com a polícia, que recorreu ao gás lacrimogéneo para dispersar centenas de pessoas em fúria à porta do Capitólio. Os senadores tiveram mesmo que se refugiar na cave do Par lamento durante cerca de vinte minutos.

Depois da decisão do Supremo, cabe agora a cada estado decidir individualmente se vai permitir a interrupção voluntária da gravidez.

O primeiro a proibir foi o estado do Missouri, poucas horas após a decisão do tribunal. E outros oito estados mais conservadores apressaram-se a ir pelo mesmo caminho, proibindo o aborto sem exceções.

Enquanto a decisão ainda é incerta em vários estados, há pelo menos vinte que deverão manter este direito.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, disse que este sábado foi “um dia triste” para o país e que a decisão do Supremo resultou de uma “ideologia extremista” de juízes apoiados por Presidentes republicanos, como Donald Trump. Líderes democratas de todo o país já prometeram aju dar as mulheres que quiserem viajar para outros estados com o intuito de realizar um aborto.

António Costa “dececionado”

“Impossível não ficar dececionado com a decisão do Supremo Tribunal dos EUA que abre caminho à ilegalização do aborto”, escreveu o primeiro-ministro no Twitter. “Sempre defendi que não se podem criminalizar questões da consciência política, religiosa e ética. São direitos das mulheres, que todos os Estados devem respeitar.” Para a IL, “a decisão do Supremo dos EUA representa um retrocesso no que respeita a direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, em especial das mulheres”. A mesma opinião tem o PCP, para quem as “mulheres trabalhadoras e das camadas mais vulneráveis serão as mais prejudicadas”.

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