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Correio da Manhã

Mundo

Milhares voltam a sair à rua em Moscovo

Seguravam cartazes e fotografias dos ativistas detidos nas últimas semanas.
Maria Inês Jorge e Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 12 de Agosto de 2019 às 08:51
Protesto levou à detenção de mais de 100 pessoas em Moscovo
Centenas manifestaram-se em Moscovo
Centenas manifestaram-se em Moscovo
Centenas manifestaram-se em Moscovo
Protesto levou à detenção de mais de 100 pessoas em Moscovo
Centenas manifestaram-se em Moscovo
Centenas manifestaram-se em Moscovo
Centenas manifestaram-se em Moscovo
Protesto levou à detenção de mais de 100 pessoas em Moscovo
Centenas manifestaram-se em Moscovo
Centenas manifestaram-se em Moscovo
Centenas manifestaram-se em Moscovo

Mais de 50 mil pessoas saíram este sábado às ruas de Moscovo em protesto contra os entraves à participação de partidos independentes e da oposição nas eleições parlamentares de setembro.

Com o mote "eleições livres", esta foi a maior manifestação alguma vez realizada na Rússia. O mau tempo na capital não fez dispersar os manifestantes, que participaram no quarto fim de semana consecutivo de protestos contra as medidas eleitorais do presidente Vladimir Putin.

O aumento do número de participantes no protesto não passou despercebido, apesar das ameaças de prisão por parte das autoridades após as manifestações anteriores e da ausência da maioria dos candidatos da oposição, que se encontram detidos.

O protesto, que inicialmente estava previsto ser limitado a uma rua perto do centro de Moscovo e com duração de apenas duas horas, acabou por se alargar o resto do dia, uma vez que centenas de manifestantes começaram a dirigir-se para a sede do governo russo, onde uma forte presença policial levou à detenção de 50 pessoas.

No final do dia, 106 manifestantes acabaram detidos pelas autoridades, que agiram de forma mais agressiva em comparação com as manifestações anteriores e abriram processos-crime aos detidos.

A marcha teve a presença de cartazes com apelos à livre participação de candidatos nas eleições e de manifestantes a empunhar fotografias dos opositores detidos nas últimas semanas.

No protesto deste sábado, além dos mais de cem detidos durante a marcha, a ativista da oposição Liubov Sobol, que se encontrava em greve de fome por ter sido excluída da lista de candidatos às eleições, foi detida ainda antes do início da manifestação, após ser acusada de planear uma provocação durante o protesto.


PORMENORES
57
57 candidaturas de ativistas da oposição excluídas das eleições parlamentares do próximo dia 8 de setembro, incluindo a do ativista Alexei Navalny, a cumprir 30 dias de pena de prisão desde 24 de julho.

Alexei Navalny
O líder da oposição detido foi entretanto hospitalizado por uma reação alérgica grave, que os médicos suspeitam ter sido provocada pela ingestão de veneno. Navalny foi também acusado de lavagem de dinheiro através de um fundo de luta contra a corrupção.
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