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Montenegro convicto que integridade da Dinamarca "não está em causa"

Donald Trump insistiu novamente que a Gronelândia deve pertencer aos Estados Unidos.

08 de julho de 2026 às 08:18

O primeiro-ministro português manifestou-se, esta quarta-feira, convicto de que a integridade territorial da Dinamarca não "está em causa", apesar das ameaças de Donald Trump sobre a Gronelândia, e rejeitou que o Presidente dos Estados Unidos tenha rancor com a Aliança.

Em declarações aos jornalistas à chegada à cimeira dos chefes de Estado e de Governo da NATO, em Ancara, Luís Montenegro frisou que, se a Aliança tem um compromisso de "garantir a integralidade territorial de todos os Estados-membros da NATO face a países externos e terceiros", isso também se deve aplicar a casos internos.

"E creio que, independentemente das declarações e do contexto em que elas foram proferidas, não estará em causa, de maneira nenhuma, a integralidade territorial de nenhum Estado-membro da NATO, incluindo, naturalmente, a Dinamarca", afirmou.

Questionado se manifesta assim solidariedade com Copenhaga, após Donald Trump ter esta terça-feira, à chegada a Ancara, novamente insistido que a Gronelândia deve pertencer aos Estados Unidos, Montenegro respondeu: "Solidariedade com Copenhaga, solidariedade com o princípio de salvaguarda da integralidade territorial de todos os Estados-membros".

"Repito, se o fazemos com um contexto externo, é óbvio que, em primeiro lugar, devemos salvaguardá-lo também no contexto interno", reforçou.

Interrogado se acha que existe efetivamente algum rancor de Donald Trump para com a NATO, o primeiro-ministro respondeu: "Creio que não".

"Naquilo que eu já me pude aperceber dos trabalhos até ao momento, não me parece que haja razão para dizer isso", afirmou.

Os chefes de Estado e de Governo da NATO reúnem-se, esta quarta-feira em Ancara, no segundo e último dia da cimeira da Aliança Atlântica que terá como principal foco o reforço do investimento em Defesa, nomeadamente dos aliados europeus face a um recuo dos Estados Unidos (EUA), e o apoio à Ucrânia.

A reunião decorre numa altura de tensão entre a Europa e os EUA, com a administração norte-americana liderada pelo republicano Donald Trump a recuar no seu investimento no âmbito da Aliança Atlântica, inclusive com a retirada de tropas do território europeu, argumentando que cabe aos aliados europeus um maior papel na defesa do chamado "velho continente".

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