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Correio da Manhã

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Noiva de Khashoggi: "A Arábia Saudita é responsável pela sua morte"

Hatice Cengiz esperou horas à porta do consulado saudita em Istambul pelo seu futuro marido.
30 de Outubro de 2018 às 02:10
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado em Istambul
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado em Istambul
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado em Istambul

A esposa do jornalista Jamal Khashoggi acredita que as autoridades sauditas são responsáveis pelo seu homicídio e que o reino da Arábia Saudita devia adiantar mais detalhes sobre o caso para que aqueles que ordenaram e conduziram a morte sejam trazidos à justiça.

À Reuters, Hatice Cengiz afirmou que "tudo se deve a uma missão diplomática saudita". "Nestas circunstâncias, as autoridades da Arábia Saudita são responsáveis" pela morte de Khashoggi, afirmou.

"Este incidente, este assassinato, ocorreu dentro de um consulado saudita" relembrou Hatice. "Por isso, as autoridades responsáveis devem saber como o homicídio teve lugar".

Em reação ao caso, o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, afirmou que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, poderia ser o encarregado pela operação que levou à morte de Khashoggi.

Cengiz diz-se desapontada pela resposta do líder norte-americano ao longo de todo o processo, sugerindo que as relações económicas entre EUA e Arábia Saudita falariam mais alto que o assassinato do seu noivo.

Jamal Khashoggi foi morto no passado dia 2 de Outubro, quando entrou no consulado árabe em Istambul para obter documentação para casar com a sua esposa. De acordo com os sauditas, estes terão tentado convencer o jornalista a voltar ao país, algo que este terá recusado.

Versões contraditórias foram entretanto sobrepostas pela Arábia Saudita, relatando o crime de diversas formas. Primeiro, foi negado o envolvimento no desaparecimento mas estes relatos foram crescendo até os árabes terem reconhecido que a morte de Khashoggi terá sido premeditada.

"Eles precisam de explicar o que aconteceu", afirmou Cengiz. Foi Hatice quem deu o primeiro alarme para o seu desaparecimento, depois de esperar pelo jornalista à porta do consulado durante horas.

Como parte da investigação sobre Khashoggi, a Arábia Saudita deteve 18 pessoas e dispensou cinco oficiais do governo. Alguns eram membros da equipa de 15 pessoas que fez voou até Istambul horas antes da morte de Khashoggi.

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