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Correio da Manhã

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Erdogan ridiculariza versões sauditas da morte de Khashoggi

Presidente turco exige saber quem deu a ordem e aponta o dedo ao príncipe herdeiro, dizendo que ele sabe como descobrir a verdade.
Francisco J. Gonçalves 27 de Outubro de 2018 às 01:34
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
O jornalista Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi foi ao consulado saudita de Istambul no dia 2, para tratar de um documento para casar com uma turca, e nunca mais foi visto
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
O jornalista Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi foi ao consulado saudita de Istambul no dia 2, para tratar de um documento para casar com uma turca, e nunca mais foi visto
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
O jornalista Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi foi ao consulado saudita de Istambul no dia 2, para tratar de um documento para casar com uma turca, e nunca mais foi visto
Hatice era noiva do jornalista Jamal Khashoggi

O presidente turco aumentou ontem a pressão sobre a Arábia Saudita no caso do homicídio do jornalista Jamal Khashoggi. No parlamento turco, Recep Tayyip Erdogan insinuou que o príncipe herdeiro saudita é o culpado de tudo e ridicularizou as versões contraditórias que Riade tem apresentado do crime. Reiterou ainda que os sauditas têm de dizer onde está o cadáver e entregar os 18 suspeitos detidos.

"Quem deu a ordem? Se quer eliminar as suspeitas [sobre si] a questão central são estas 18 pessoas", disse Erdogan, dirigindo-se ao príncipe herdeiro saudita, Mohammad bin Salman: "Você sabe como fazer as pessoas falar. Mas, se não conseguir, então entregue-nos os suspeitos. O incidente aconteceu em Istambul, deixe que sejamos nós a julgá-los".

Sobre as versões contraditórias do caso, Erdogan considerou-as "cómicas", dizendo que são "declarações infantis em nada compatíveis com a seriedade de um Estado nação".

Recorde-se que, dias antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu que o derradeiro culpado é bin Salman.

Entretanto, o filho do jornalista assassinado, Salah Khashoggi, chegou aos EUA, dias depois de ser forçado a apertar a mão a bin Salman numa cerimónia de condolências. Salah estava proibido de deixar o país por causa das críticas do pai ao regime saudita.  

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