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Especialista garante que Jeffrey Epstein foi vítima de homicídio na cadeia

Novas evidências põem em causa os primeiros relatórios que apontavam o suicídio como causa da morte do magnata.
Correio da Manhã 30 de Outubro de 2019 às 15:12
Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein era amigo de Donald Trump
Jeffrey Epstein
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Jeffrey Epstein era amigo de Donald Trump
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Jeffrey Epstein era amigo de Donald Trump
Jeffrey Epstein ter-se-à suicidado na prisão, pelo menos, foi esta a conclusão do médico legista que realizou a autópsia ao corpo do magnata, encontrado morto na cela onde se encontrava, a 10 de agosto, na prisão de Manhattan. No entanto, novos indícios revelaram que o corpo do agressor sexual apresentava sinais de estrangulamento por homicídio, e não por suicídio.

A revelação bombástica foi avançada pelo patologista forense Michael Baden à Fox & Friends, que terá sido contratado pelo irmão de Epstein - não convencido com a tese do suicídio - para investigar o caso.

Baden explicou que o milionário foi encontrado com duas fraturas do lado esquerdo e uma do lado direito da laringe. Também o osso hióide, que se encontra abaixo da laringe estava partido.

"Estas três fraturas são extremamente incomuns em enforcamentos suicidas e muito mais facilmente encontradas em estrangulamentos homicidas", explicou o ex-médico legista.

O especialista forense, de 85 anos, já trabalhou de perto com casos de mortes famosas, tais como as de OJ Simpson, do presidente John F. Kennedy ou de Aaron Hernandez. "Em 50 anos, nunca vi estas fraturas surgirem em casos de suicídio", garantiu.

Para além das fraturas incomuns, o especialista adianta ainda que os olhos de Epstein apresentavam hemorragias, algo também incomum em estrangulamentos por suicídio.

Baden acredita que as primeiras conclusões poderão ter sido um erro e que a hipótese de homicídio deve agora ser investigada. O lençol utilizado como forca poderá fornecer novas evidências sobre a causa da morte.

Jeffrey Epstein foi encontrado morto na cela da prisão onde se encontrava no dia 10 de agosto. Semanas antes, a 23 de julho, o magnata cometeu uma tentativa de suicídio, tendo sido colocado num regime de vigilância mais apertada, mas este foi levantado no final do mês, a pedido dos advogados do milionário.

Na noite da sua morte, os guardas de serviço estavam a cumprir horas extraordinárias em turnos consecutivos para colmatar faltas de pessoal. A unidade em causa da prisão tinha apenas um guarda a trabalhar horas extra há cinco dias consecutivos e um outro em horário normal.

Jeffrey Epstein, de 66 anos, estava acusado de pedofilia, abuso sexual e tráfico de menores. Milionário e poderoso, ficou conhecido por se relacionar com pessoas das altas camadas da sociedade norte-americana, tais como Donald Trump e Bill Clinton.
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