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Organização Marítima Internacional denuncia agravamento da pirataria e exige libertação de sequestrados

Marítimos enfrentam uma situação crítica, com escassez de alimentos e água, além de viverem sob ameaça constante de violência.

06 de julho de 2026 às 13:23

A Organização Marítima Internacional (OMI) pediu, esta segunda-feira, "esforços internacionais urgentes" para libertar 44 marinheiros sequestrados por piratas ao largo da Somália.

O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, manifestou preocupação com a deterioração das condições humanitárias dos tripulantes de três navios MT Honour 25, Eureka e Sward, capturados em diferentes incidentes entre abril e maio, na costa somali e no Golfo de Áden.

Segundo Dominguez, os marítimos enfrentam uma situação crítica, com escassez de alimentos e água, além de viverem sob ameaça constante de violência.

"Estes incidentes são um sinal claro de que a ameaça da pirataria e dos assaltos armados contra marinheiros não desapareceu e continua a exigir vigilância e ação coordenada", afirmou o responsável, numa intervenção perante o Conselho da OMI, que reúne em Londres entre esta segunda e sexta-feira.

A intervenção surge um dia após um navio de carga ter sido alvo de um ataque  ao largo da cidade de Hodeida, na costa do Iémen, no Mar Vermelho, segundo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).

Aquela região está sob o controlo dos rebeldes huthis, apoiados pelo Irão.

O secretário-geral solicitou apoio internacional para assegurar a libertação dos tripulantes e reiterou o compromisso da organização em trabalhar com Estados de bandeira, países costeiros, entidades regionais e a indústria marítima para pôr fim à situação.

Dominguez instou ainda armadores e operadores a reforçarem as medidas de segurança antes de navegar na região.

Os incidentes ocorrem num contexto de agravamento das ameaças à segurança marítima no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, recorrendo a armamento mais perigoso e níveis crescentes de violência.

Nos últimos três meses, a OMI registou 24 tentativas e ataques consumados de pirataria e assalto armado contra navios nesta zona.

Globalmente, os casos reportados de pirataria e assaltos no mar aumentaram 17% entre 2024 e 2025, passando de 146 para 171 ocorrências.

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