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Paquistão e China pedem aos talibãs desmantelamento de grupos terroristas

Ambos os países querem impedir que o território afegão seja utilizado para "colocar em risco países terceiros".

05 de janeiro de 2026 às 11:13

O Paquistão e a China aumentaram esta segunda-feira a pressão diplomática sobre o Governo afegão, exigindo que o regime talibã adote medidas urgentes, "visíveis e verificáveis" para desmantelar os grupos terroristas no seu território.

"As duas partes [Paquistão e China] apelaram a ações mais visíveis e verificáveis para desmantelar e eliminar todas as organizações terroristas sediadas no Afeganistão que continuam a representar sérias ameaças à segurança regional e global", afirmaram os dois países numa declaração conjunta.

Esta segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, copresidiram à sétima ronda do diálogo estratégico bilateral.

No documento final, os dois países enfatizaram a importância de impedir que o território afegão seja utilizado como uma plataforma para "colocar em risco países terceiros".

Além disso, Islamabade e Pequim reiteraram o seu compromisso com o combate ao terrorismo e a garantia da segurança, particularmente no que diz respeito às garantias para o desenvolvimento da Nova Rota da Seda promovida pela China e na qual o Paquistão participa.

Esta exigência surge num momento crítico para a segurança de ambos os aliados. Islamabade e Pequim reafirmaram o seu compromisso em salvaguardar a Nova Rota da Seda, o principal projeto de infraestruturas chinesas no qual o Paquistão desempenha um papel central, mas que tem sido ameaçado pela violência.

Para a China, a proteção dos seus cidadãos é uma prioridade absoluta, na sequência dos ataques mortais contra engenheiros e trabalhadores chineses em projetos no Paquistão.

Estes ataques levaram o Presidente chinês, Xi Jinping, a exigir garantias de segurança "concretas" do Governo paquistanês para manter o fluxo de investimento.

O Paquistão acusa os talibãs de darem refúgio no seu território a membros do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), ou talibã paquistanês, aliados ideológicos dos fundamentalistas de Cabul, a quem Islamabade responsabiliza por realizarem ataques terroristas em solo paquistanês.

Os talibãs afegãos, que tomaram o poder no Afeganistão em agosto de 2021, negam estas acusações.

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