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País vive uma grave crise energética devido às sanções impostas pelos Estados Unidos.
Um petroleiro russo com 740 mil barris de crude, o equivalente a 100 mil toneladas, chegou esta terça-feira ao porto de Matanzas, em Cuba, quando o país vive uma grave crise energética devido às sanções impostas pelos Estados Unidos.
A embarcação, o 'Anatoly Kolodkin", que pertence à corporação Sovkomflot, está sob sanções norte-americanas desde 2024, mas partiu do porto russo de Primorsk a 09 de março.
Este é o primeiro carregamento de petróleo a chegar à ilha nos últimos três meses.
O petroleiro foi visto por volta das 08:00 (13:00 em Lisboa) a manobrar para atracar no porto de Matanzas, o principal porto petrolífero da ilha.
Cuba enfrenta uma grave crise desde meados de 2024, que se agravou com o bloqueio de petróleo imposto pelo governo norte-americano desde janeiro numa ação que as Nações Unidas descreveram como violações dos direitos humanos.
A ilha das Caraíbas necessita de cerca de 100 mil barris de petróleo por dia, dos quais obtém apenas 40 mil dos seus próprios poços.
O crude do navio 'Anatoli Kolodkin' demorará entre 15 e 20 dias a ser processado e mais cinco a dez dias para ser entregue como produto refinado.
A carga russa poderá ser transformada em 250 mil barris de gasóleo, o suficiente para suprir a procura do país durante pouco mais de 12 dias.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva a 29 de janeiro ameaçando impor tarifas a qualquer pessoa que forneça petróleo a Cuba, em resposta à promessa do da presidência russa (Kremlin) de ajuda humanitária para ultrapassar a crise.
A incapacidade das autoridades cubanas para satisfazer a procura energética resultou em apagões diários prolongados e na paralisia quase total da economia.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, declarou na segunda-feira que o seu Governo está a trabalhar com as autoridades cubanas para reativar o fornecimento de petróleo à ilha, depois de Trump ter indicado no domingo que não via problema com o facto de Cuba receber combustível russo.
A este propósito, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os Estados Unidos permitiram a chegada de um petroleiro russo a Cuba por "razões humanitárias" e que analisarão "caso a caso" se autorizarão a chegada de outros navios.
O Kremlin afirmou, por sua vez, que vai continuar a prestar ajuda a Cuba, tendo o porta-voz presidencial, Dmitry Peskov, afirmado, na sua conferência de imprensa diária, que "a Rússia considera que é seu dever não ficar de braços cruzados e oferecer a assistência necessária".
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