Paulo Rangel destacou o papel de Marrocos como fator de desenvolvimento e de estabilidade na região e em África.
Portugal e Marrocos afirmaram esta terça-feira, em Lisboa, o desejo de aprofundar as já de si excelentes relações bilaterais a todos os níveis, "que não cessam de ganhar novos impulsos".
O desejo de Lisboa e de Rabat está expresso num comunicado conjunto saído de um encontro, esta terça-feira na capital portuguesa, do ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino, Nasser Bourita, com o homólogo português, Paulo Rangel, em que foram lembradas as relações bilaterais consagradas pela comemoração, em 2024, dos 250 anos do histórico Tratado de Paz assinado em 1774 e pelo 30.º aniversário do Tratado de Amizade, Boa Vizinhança e Cooperação, assinado na capital marroquina em 1994.
Na nota conjunta, Bourita e Rangel sublinharam a necessidade de empenho na execução dos compromissos constantes na parceria estratégica que liga os dois países, pelo que ficou acordada a realização da 15.ª sessão da reunião de alto nível no mais curto prazo possível.
Os ministros saudaram a organização conjunta, por Marrocos e por Portugal, com o apoio de Espanha, do Campeonato do Mundo de Futebol de 2030, destacando a dinâmica de prosperidade e crescimento partilhados, bem como o reforço do entendimento cultural, que um evento desta dimensão pode gerar.
Segundo o comunicado, Rangel destacou o papel de Marrocos como fator de desenvolvimento e de estabilidade na região e em África e saudou as reformas levadas a cabo pelo Reino sob orientação do Rei Mohamed VI, destacando as Iniciativas Atlânticas em favor do continente africano, designadamente a "Iniciativa do Processo dos Estados Africanos Atlânticos", a "Iniciativa Real Internacional para facilitar o acesso dos países do Sahel ao Oceano Atlântico" e o projeto de gasoduto Africano Atlântico Nigéria-Marrocos.
O Marrocos reconheceu, por seu lado, o relacionamento privilegiado que Portugal cultiva com os países africanos e as suas organizações multilaterais e valorizou ainda a dimensão estratégica do trabalho desenvolvido por Portugal, em particular através do Centro Atlântico, em prol da estabilidade e da paz na costa atlântica africana e em África em geral.
Os dois ministros aproveitaram ainda a ocasião para realçar as potencialidades económicas e os meios a mobilizar para reforçar ainda mais a cooperação em domínios prioritários, como o do hidrogénio verde, apelando à continuação dos esforços conjuntos para a implementação do projeto de interconexão elétrica e para assegurar a conectividade - incluindo a marítima - entre os dois países.
Rangel reiterou a importância da parceria estratégica que liga Marrocos à União Europeia (UE) em todas as áreas, inclusive no setor agrícola e na pesca.
Os ministros acordaram, por outro lado, em prosseguir o diálogo para estabelecer uma parceria estratégica Marrocos/UE em bases sólidas e sustentadas.
Nas declarações aos jornalistas, após o encontro, Rangel salientou que a relação com Marrocos é uma "prioridade da política externa portuguesa, prioridade por razões históricas e por razões geopolíticas, económicas e culturais".
"Ficou aqui acordado que vamos dar prioridade às questões de defesa, económicas, de intercâmbio académico e cultural, que vamos trabalhar também nos domínios da agricultura e dos oceanos, vamos garantir que temos uma cooperação também grande na nossa agenda para África", afirmou.
"Hoje, na reunião, foi uma ocasião para elaborar um plano de ação para traduzir esta vontade em projetos e trabalho concreto realizável, através do aprofundamento e do diálogo político entre a diplomacia dos dois países. Partilhamos várias posições comuns sobre vários assuntos e questões internacionais. Marrocos olha sempre com muito respeito e consideração as posições ponderadas de Portugal", disse, por seu lado, Bourita.
Segundo o chefe da diplomacia marroquina, os dois chefes da diplomacia manifestaram a intenção de promover a cooperação económica, para que Portugal possa vir a ocupar um lugar entre os oito principais parceiros estratégicos de Marrocos.
"Ambicionamos que o setor privado faça parte dos atores ativos neste âmbito e que aproveite ao máximo as oportunidades que as relações de cooperação entre os dois países apresentam", concluiu.
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