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Presidente da Venezuela quer tonar país numa verdadeira potência petrolífera

Delcy Rodríguez afirmou que o país não deve "ter medo" da agenda energética dos Estados Unidos da América.

25 de janeiro de 2026 às 20:53

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou este domingo que o país deve tornar-se "uma verdadeira potência produtora" de hidrocarbonetos e "não ter medo" da agenda energética dos Estados Unidos da América (EUA).

"De país com as maiores reservas de petróleo do mundo, com as maiores reservas de gás deste hemisfério, cabe-nos agora tornarmo-nos uma verdadeira potência produtora de petróleo e gás", declarou a chefe de Estado, num encontro com trabalhadores da refinaria Puerto La Cruz, no estado de Anzoátegui, no nordeste do país.

Durante o evento, transmitido pelo canal estatal de televisão VTV e citado pela agência espanhola de notícias, a EFE, Rodríguez pediu, como parte dessa transformação, para não se ter "medo de uma agenda energética" dos EUA "nem do resto dos países do mundo".

Nesse contexto, destacou a importância dos contratos de participação produtiva (CPP), que estipulam a inclusão de investimento privado, indicando que o primeiro acordo deste tipo, assinado em abril de 2024, permitiu que um campo que produzia 23 mil barris de petróleo por dia atingisse, em dezembro de 2025, os 110 mil barris diários.

"O que queremos é que todos esses modelos bem-sucedidos da lei antibloqueio sejam agora incorporados na lei orgânica de hidrocarbonetos para expandir ainda mais a nossa produtividade e receber grandes fluxos de investimento nacional e internacional", explicou a governante.

A lei antibloqueio foi aprovada em outubro de 2020 para contornar as múltiplas sanções económicas impostas por vários países e implica, entre outros aspetos, a confidencialidade das decisões tomadas e que o chefe do Governo possa agir sem a auditoria das leis existentes quando se trata de "medidas de equilíbrio" económico.

A discussão dessas reformas ocorre num contexto em que Caracas e Washington atravessam uma nova etapa das suas relações bilaterais, marcada pelo ataque dos Estados Unidos e pelo interesse manifesto do presidente Donald Trump no petróleo venezuelano, cuja venda antecipou que será administrada pelo seu país.

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