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Correio da Manhã

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Primeiro-ministro israelita ataca governo e apela aos deputados para chumbarem coligação

Coligação deixaria Benjamin Netanyahu fora do poder pela primeira vez em 12 anos.
Ricardo Ramos 4 de Junho de 2021 às 08:32
Yair Lapid (à esquerda), Naftali Bennett (centro) e Mansour Abbas (direita) assinaram acordo de coligação histórico
Yair Lapid (à esquerda), Naftali Bennett (centro) e Mansour Abbas (direita) assinaram acordo de coligação histórico FOTO: reuters
O ainda primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu lançou esta quinta-feira uma forte ofensiva para tentar travar a aprovação no Parlamento do novo governo de coligação da oposição, que o deixaria fora do poder pela primeira vez em 12 anos.

“Todos os deputados que foram eleitos pela direita devem rejeitar este perigoso governo de esquerda”, apelou Netanyahu, classificando o novo governo como “uma ameaça para Israel”. O PM tentou ainda abrir fendas na nova coligação, partilhando um vídeo em que o nacionalista Naftali Bennett, que vai liderar o futuro governo, acusa Mansour Abbas, líder da Lista Árabe Unida, um dos oito partidos da nova coligação, “de visitar terroristas na cadeia”.

A Lista Árabe Unida é o primeiro partido árabe a entrar num governo israelita, e logo ao lado de políticos, como Bennett ou Avigdor Lieberman, que rejeitam a criação de um Estado palestiniano. Com efeito, a única coisa que ambos têm em comum é o desejo de afastar Netanyahu, o que ainda não é um dado adquirido. A coligação da oposição tem apenas uma maioria de um voto no Parlamento, e basta um deputado de direita desertar para deitar por terra o novo governo e forçar novas eleições. É essa a aposta de Netanyahu, e para isso conta com a ajuda do presidente do Parlamento, que é do seu partido, para adiar o mais possível a votação do novo governo, para dar mais tempo ao ainda PM para pressionar os deputados hesitantes.
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