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Quase 617 mil afetados nas cheias em Moçambique desde 7 de janeiro

12 pessoas morreram. Quase três mil casas ficaram parcialmente destruídas.

23 de janeiro de 2026 às 07:24

Quase 617 mil pessoas foram afetadas desde 7 de janeiro pelas cheias generalizadas que se registam em Moçambique, com 12 mortos, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com a base de dados do INGD, com dados até às 07h00 (05h00 de Lisboa) desta sexta-feira, as cheias que se registam em vários pontos do país afetaram o equivalente a 133.704 famílias, com registo de 2.867 casas parcialmente destruídas, 743 totalmente destruídas e 71.560 inundadas.

Os dados do INGD - que retiram uma vítima mortal à última atualização - referem ainda dois feridos e quatro desaparecidos na sequência destas cheias em 15 dias, numa altura em que centenas de famílias continuam sitiadas, a aguardar resgate, sobretudo no sul de Moçambique.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas duas semanas de cheias, já morreram 123 pessoas em Moçambique e 754.835 pessoas foram afetadas, segundo o INGD.

Até 16 de janeiro era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique (que vai de outubro a abril), avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional.

Segundo os dados desta sexta-feira, estão atualmente ativos 90 centros de acomodação, com 93.655 pessoas, incluindo 19.254 que tiveram de ser resgatadas. Na nova atualização, contabiliza-se que foram afetadas, desde 7 de janeiro, 150 unidades sanitárias e 146 escolas, três pontes e 1.297 quilómetros de estrada.

No registo do INGD aponta-se ainda para 60.544 hectares de área agrícola afetados, atingindo a atividade de 83.370 agricultores, além da morte de 58.621 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

Esta sexta-feira prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas, quase ininterruptas desde há vários dias, e que têm levado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a realizarem fortes descargas, por falta de capacidade.

Estão envolvidos nestas operações, condicionadas pelo estado do tempo, mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, bem como embarcações privadas e da Marinha de Guerra.

Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.

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