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Radicais envolvidos no ataque à sede da 'Porta dos Fundos'

Grupo de extrema-direita, nacionalista e integralista, reivindicou ataque com cocktails molotov, no Rio de Janeiro.

27 de dezembro de 2019 às 08:31

O ataque à sede da produtora do grupo de humor brasileiro Porta dos Fundos, na madrugada do dia 24 na zona sul do Rio de Janeiro, no Brasil, foi levado a cabo por um grupo de extrema-direita.

O Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Grande Família Integralista Brasileira publicou esta quinta-feira um vídeo com um grupo de pessoas de cara tapada a reivindicar o ataque com dois cocktails molotov. No mesmo vídeo são ainda reveladas supostas imagens do incidente. A polícia está a investigar.

Recorde-se que o ataque à produtora, que provocou um incêndio controlado pelo segurança que se encontrava no local (nenhum elemento do Porta dos Fundos estava no edifício), ocorreu três semanas após a plataforma de streaming Netflix ter lançado um filme de 46 minutos no qual o grupo de comédia satiriza a sexualidade de Jesus Cristo, que é apresentado como sendo gay, e põe em causa a relação de Maria com José e com Deus.

O conteúdo provocou uma onda de críticas por parte de vários grupos evangélicos e católicos.

O filme motivou também um abaixo-assinado já subscrito por mais de 2 milhões de pessoas, que pedem a sua censura, e críticas do filho do presidente brasileiro, Eduardo Bolsonaro, que considerou ‘Amigo Secreto de Jesus’ um "desrespeito à fé alheia".

Entretanto, os elementos do Porta dos Fundos disseram estar "confiantes de que o país sobreviverá a esta tormenta de ódio" e de que "o amor prevalecerá junto com a liberdade de expressão".

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