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Rubio visita Índia para vender energia dos EUA em plena crise petrolífera

Agenda de Rubio, que viaja acompanhado da sua mulher, Jeanette Rubio, começou em Calcutá com uma visita a uma casa de missionárias e a um orfanato.

23 de maio de 2026 às 09:19

O secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Marco Rubio, chegou este sábado à Índia para relançar as relações comerciais com o país e tornar os Estados Unidos fornecedor de energia em plena crise petrolífera global.

"Queremos vender-vos tanta energia quanta estiverem dispostos a comprar. Estamos em níveis históricos de produção e exportação e queremos ser uma parte mais significativa da vossa carteira de produtos", declarou Rubio na partida desde Maryland.

A agenda de Rubio, que viaja acompanhado da sua mulher, Jeanette Rubio, começou em Calcutá com uma visita a uma casa de missionárias e a um orfanato.

O secretário de Estado deverá reunir-se posteriormente, à porta fechada, em Nova Deli, com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, onde a segurança energética da nação asiática, que importa mais de 80% do petróleo que consome, será uma prioridade.

O itinerário oficial continuará no domingo com um encontro bilateral com o seu homólogo indiano, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Índia, S. Jaishankar, e incluirá paragens culturais em Jaipur e no Taj Mahal, na cidade de Agra.

Esta visita ocorre após um longo período de tensões comerciais entre Nova Deli e a Casa Branca, parcialmente amenizados pela redução para 10% das tarifas recíprocas, em fevereiro, resultado de um acordo no qual Nova Deli se comprometeu a comprar 500 mil milhões de dólares em produtos americanos.

A estadia de Rubio na Índia termina na próxima terça-feira na capital indiana com a participação na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do Quad, uma aliança que inclui EUA, Índia, Japão e Austrália e que procura priorizar os interesses da aliança no Indo-Pacífico face à crescente influência da China.

Rubio chega à Índia depois de participar na reunião ministerial da NATO na Suécia, onde relacionou diretamente os desafios europeus à estabilidade na Ásia e disse aos jornalistas que o presidente dos EUA, Donald Trump, está desapontado com a posição europeia face à guerra com o Irão.

O conflito no Médio Oriente e a instabilidade no estreito de Ormuz tem provocado uma crise energética mundial, com forte impacto nos preços e na oferta de petróleo.

O secretário de Estado norte-americano falou num ligeiro progresso nas últimas horas nos frágeis diálogos que os EUA mantêm com Teerão sob a mediação das autoridades paquistanesas, embora tenha avisado que a Casa Branca tem um 'plano B' caso a via diplomática falhe.

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