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Sánchez ameaça antecipar as eleições

Primeiro-ministro espanhol reage à decisão dos separatistas catalães de chumbarem o orçamento.
Francisco J. Gonçalves 12 de Fevereiro de 2019 às 08:58
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ameaça convocar eleições antecipadas se o orçamento for chumbado pelos separatistas na votação de amanhã no parlamento, com os votos contra dos separatistas catalães.

A data mais referida para o escrutínio é 14 de abril, cerca de um mês antes das eleições europeias, municipais e autonómicas em Espanha.

Sánchez lidera um governo minoritário desde que derrubou o governo do PP, em maio de 2018, e precisa do apoio dos pequenos partidos. Contudo, os nacionalistas catalães decidiram votar contra o orçamento devido ao fracasso, na semana passada, das negociações para desbloquear o processo de autodeterminação da Catalunha.

O governo desmente ter já fixado a data das novas eleições, mas a verdade é que parece estar a preparar uma ida às urnas em breve. Um novo sinal disso mesmo foi dado esta segunda-feira por Adriana Lastra, porta-voz parlamentar dos socialistas, ao admitir que, sem orçamento, "a legislatura fica encurtada".

Outra data possível é 26 de maio, mas o facto de irem também a votos as regiões autónomas, entre elas a Catalunha, num momento crítico, desagrada a muitos no PSOE. Caso Sánchez opte por abril, terá de dissolver o parlamento e convocar eleições até dia 19, para respeitar os 54 dias previstos na lei.

Começa julgamento de 12 separatistas
Começa esta terça-feira o julgamento de 12 separatistas catalães detidos, entre eles o ex-vice- -presidente catalão, Oriol Junqueras. São acusados de rebelião e de malversação de fundos públicos no caso do referendo ilegal de outubro de 2017 e posterior declaração unilateral de independência e podem ser condenados a 25 anos de cadeia. O julgamento no Supremo Tribunal, em Madrid, ameaça reacender os protestos separatistas na Catalunha.

15 dias para exumar Francisco Franco
O governo espanhol deu 15 dias à família do antigo ditador Francisco Franco para decidir onde quer sepultar os restos mortais após a exumação do cadáver, no Vale dos Caídos. Apesar do ultimato, a decisão do governo ainda é passível de novos recursos ante a Justiça.

SAIBA MAIS
2018
A 31 de maio, Sánchez derrubou o governo de Mariano Rajoy, do PP, numa moção de censura que teve apoio do PSOE, do Podemos e de partidos regionalistas e nacionalistas valencianos, bascos e catalães.

Impasse na Catalunha
Apoiado pelos separatistas para depor Rajoy, Sánchez abriu, em novembro de 2018, negociações com o governo catalão, mas a negociação falhou agora ante a exigência do presidente catalão, Quim Torra, de falar da independência como um direito.
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