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Sánchez exorta potências nucleares a evitarem corrida ao armamento

Primeiro-ministro espanhol salientou a necessidade de a Europa reforçar as suas capacidades de defesa para proteger a sua liberdade e modo de vida.

14 de fevereiro de 2026 às 16:19

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou este sábado o rearmamento nuclear como um "erro histórico" e apelou às potências internacionais para que impeçam uma nova corrida ao armamento "enquanto ainda é possível".

Falando na Conferência de Segurança de Munique, Sánchez salientou que se trata de "fazer o que está certo", acrescentando que parece que as potências nucleares se esqueceram das lições do passado e estão novamente a expandir os seus arsenais nucleares.

Juntas, alertou, gastam mais de onze milhões de dólares (9,26 milhões de euros) por hora em armas nucleares, adiantando que os especialistas estimam que só os Estados Unidos investirão 946 mil milhões de dólares (cerca de 797 mil milhões de euros) em armas nucleares nas próximas décadas.

"Este é um erro histórico que não podemos repetir, sobretudo neste momento, com a sombra da inteligência artificial, uma sombra de incerteza sobre o mundo inteiro", declarou, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

Nesse sentido, apelou a todas as potências nucleares para que interrompam o rearmamento nuclear, se sentem à mesa das negociações e assinem um novo tratado START, um acordo para limitar o número de armas nucleares estratégicas, para garantir a continuidade do que expirou no início do mês.

"Imploro-vos: impeçam o início de uma nova corrida ao armamento enquanto ainda é possível. A humanidade ficará eternamente grata e julgar-vos-á se não o fizerem", afirmou.

O chefe do governo de Espanha salientou a necessidade de a Europa reforçar as suas capacidades de defesa para proteger a sua liberdade e modo de vida, mas também para oferecer garantias de segurança aos seus parceiros internacionais.

Sánchez defendeu ainda o reforço das capacidades de dissuasão da Europa para conter o Presidente russo, Vladimir Putin, o que deve ser feito, disse, de forma coordenada e controlada através da criação imediata, "não em dez anos", de um exército europeu, para o qual a Espanha se comprometeu a contribuir com todos os recursos necessários.

A 62.ª Conferência de Segurança de Munique, que começou na sexta-feira e termina no domingo, é considerada o principal encontro mundial de especialistas em políticas de segurança.

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