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Sequestrador de Cleveland condenado a mais de mil anos de prisão

Ariel Castro, que se declarou culpado de violar, maltratar e sequestrar três mulheres durante mais de uma década na cidade norte-americana de Cleveland (Ohio, norte), foi condenado esta quinta-feira a prisão perpétua, sem direito a liberdade condicional.

01 de agosto de 2013 às 18:54

Durante a leitura da sentença, o juiz Michael Russo anunciou que Castro, um antigo condutor de autocarros de origem porto-riquenha, de 53 anos, nunca irá sair da prisão, destacando a condenação por homicídio qualificado, uma vez que o réu forçou por diversas vezes abortos a uma das mulheres que mantinha em cativeiro.

Ariel Castro, o homem que manteve em cativeiro três mulheres durante mais de uma década na cidade norte-americana de Cleveland (Ohio, norte), afirmou que não é "um monstro", mas sim "um doente" e "viciado" em pornografia.

O antigo condutor de autocarro, de 53 anos, falava diante do tribunal, na audiência durante a qual será conhecida a sua sentença.

"Não sou um monstro, sou doente", disse Ariel Castro, momentos depois do testemunho de uma das três vítimas, Michelle Knight, a única que compareceu presencialmente na sala de audiência.

"Acredito que também sou uma vítima", afirmou o réu, de origem porto-riquenha.

Castro relatou ainda que sofreu de abusos sexuais quando era jovem, mencionando ainda que é viciado em pornografia.

Ariel Castro declarou-se culpado na passada sexta-feira após ter negociado um acordo com a acusação. Caso seja validado pelo juiz, Ariel Castro, acusado de 977 crimes, poderá escapar à pena de morte.

O acordo prevê uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Este caso foi conhecido a 6 de maio último quando uma das vítimas, Amanda Berry, de 27 anos, conseguiu fugir com a filha de seis anos da casa onde estava sequestrada desde 2003.

Dentro da residência de Castro, a polícia encontrou duas outras mulheres, Gina De Jesus, 23, e Michelle Knight, 32, sequestradas em 2004 e 2002, respetivamente.

As três mulheres tinham sido raptadas separadamente, acorrentadas e repetidamente violadas.

Knight, a primeira a ser raptada, engravidou do suspeito pelo menos quatro vezes, segundo a acusação. No testemunho que deu à polícia, a mulher disse ter engravidado cinco vezes e que, de cada uma delas, o sequestrador a espancava e fazia passar fome para provocar um aborto.

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