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Correio da Manhã

Mundo

Sete milhões fogem de furacão na Florida

Autoridades temem que ‘Irma’ seja pior do que o ‘Andrew’, que fez 26 mortos em 1992.
Ana Luísa Nascimento 10 de Setembro de 2017 às 01:30
Furacão Irma
Furacão Irma
Furacão Irma
Oaxaca atingida por terramoto que afetou o México
Furacão Irma
Furacão Irma
Furacão Irma
Oaxaca atingida por terramoto que afetou o México
Furacão Irma
Furacão Irma
Furacão Irma
Oaxaca atingida por terramoto que afetou o México
Miami começou este sábado a sentir os primeiros efeitos do furacão ‘Irma’, que este domingo deve atingir a Florida de forma "destrutiva", apesar de ter perdido intensidade.

Depois de ter causado 24 mortos nas Caraíbas e ter deixado um rasto de destruição em Cuba, as autoridades do estado da Florida ordenaram a retirada de sete milhões de pessoas, a maior da história dos EUA. "Saiam já", afirmou, em conferência de imprensa, Rick Scott, explicando que hoje pode ser já tarde para fugir. O governador teme que o ‘Irma’ seja pior que o ‘Andrew’, o ciclone mais devastador que atingiu a Florida, em 1992, causando 26 mortos.

Com o céu carregado sobre Miami, que sentiu as primeiras chuvas e ventos, a cidade estava ontem já quase deserta e milhares de pessoas já não tinham eletricidade. Os combustíveis também já estavam em falta, depois de muitos milhares de pessoas terem optado por fugir de carro, o que provocou longas filas nas estradas.

O furacão ‘Irma’, que foi classificado como o mais forte de sempre no Atlântico - ao registar durante 37 horas consecutivas ventos próximos dos 300 km/h -, desceu da categoria 5 para 3, mas o Centro Nacional de Furacões norte-americano prevê que ganhe força ao aproximar-se da costa da Florida, onde se teme que haja grandes inundações.

Entretanto, as ilhas mais devastadas pelo ‘Irma’, Saint-Martin e Saint-Barthélemy, estão novamente em alerta máximo devido à aproximação do furacão ‘José’. Três furacões progridem no Atlântico, que na sexta-feira registou um recorde de atividade destas tempestades. Além do ‘Irma’ e do ‘José’, o ‘Katia’ já provocou mortes.

Pormenores
Força Aérea apoia
A Força Aérea Portuguesa (FAP) está a apoiar as tripulações e as aeronaves de apoio humanitário às vítimas do furacão ‘Irma’ que passam pela Base Aérea da ilha Terceira, nos Açores.

Destruição na Dominicana
Cerca de 15 mil pessoas ainda não puderam voltar às suas casas na República Dominicana. A passagem do furacão destruiu 108 casas e causou estragos noutras 966.

Condolências
Donald Trump telefonou ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para apresentar condolências pelas "perdas humanas" nas ilhas de São Bartolomeu e Saint-Martin.

Prejuízos de mil milhões
O custo dos prejuízos provocados pelo furacão ‘Irma’ nas ilhas de Saint-Martin e São Bartolomeu foi avaliado em 1,2 mil milhões de euros.

Catástrofes no México matam 67 pessoas   
O número de mortos do sismo de magnitude 8,2 no México, na noite de quinta-feira, subiu para 65. Já ontem, duas pessoas morreram  devido à passagem do furacão ‘Katia’ pelo país. O presidente, Enrique Nieto, declarou três dias de luto nacional pelas vítimas do maior sismo da história do México, que foi sentido por 50 milhões de pessoas.
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