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Sete países africanos registaram 1.400 casos de Varíola dos Macacos desde início do ano

"Vírus vem expandindo o seu alcance geográfico nos últimos anos", alertou a OMS.

31 de maio de 2022 às 20:34

As autoridades sanitárias de sete países africanos detetaram desde o início deste ano até meados de maio quase 1.400 casos de vírus Monkeypox (VMPX), anunciou esta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Essas infeções ocorreram nos Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo (RDCongo), Libéria, Nigéria, República do Congo e Serra Leoa, países onde a varíola é considerada endémica.

"Embora o vírus não se tenha espalhado para países africanos onde a doença não é endémica, o vírus vem expandindo o seu alcance geográfico nos últimos anos", alertou a OMS em comunicado.

"Por exemplo, até 2019 o vírus Monkeypox na Nigéria era encontrado principalmente no sul do país, mas em 2020 o vírus mudou-se para o centro, leste e norte do país", acrescentou a agência das Nações Unidas.

Para conter essa tendência, a OMS recomendou que se tente encontrar uma solução conjunta contra o VMPX que beneficie os países ocidentais e os africanos.

"Devemos trabalhar juntos e realizar ações globais conjuntas que levem em conta a experiência, o conhecimento e as necessidades da África", explicou o diretor da OMS para a África, Matshidiso Moeti.

"Precisamos de evitar duas respostas diferentes ao VMPX: uma para os países ocidentais que só agora estão a registar uma transmissão significativa e outra para África", disse Moeti.

Da mesma forma, o médico solicitou ainda que o continente africano tenha "acesso igualitário" a vacinas eficazes contra a doença, garantindo que essas doses cheguem a todas as comunidades que delas necessitam.

Em 2020, vários países africanos detetaram mais de 6.300 possíveis infeções, segundo a OMS e 95% desses casos ocorreram na RDCongo.

As autoridades de saúde ainda não sabem por que razão o número de casos em África caiu no ano seguinte, quando apenas cerca de 3.200 possíveis infeções foram detetadas.

O alarme gerado pelos casos de VMPX detetados em países onde esta doença não é endémica contrasta com a situação em África, um continente familiarizado com o vírus há mais de cinco décadas, embora tenha recebido pouca atenção da imprensa.

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