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Correio da Manhã

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SheIn, a loja de roupa da moda que ameaça o monopólio da Zara

Nas redes sociais multiplicam-se as publicações sobre a marca atraente pelos baixos preços.
Mariana Ferreira 16 de Julho de 2021 às 11:23
SheIn
SheIn FOTO: Instagram
Não é segredo que a Zara tem um monopólio no Mundo da moda. Crianças, adolescentes e até os mais velhos encontram roupa para a sua faixa etária nas lojas do grupo Inditex, que detém também a Pull&Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius, Oysho, Zara Home e Uterqüe.

Mas há um novo gigante chinês que ameaça a multinacional espanhola líder mundial de venda. Chama-se SheIn (inicialmente Sheinside.com) e foi fundada em 2008. A empresa é conhecida por ter roupa tendência a preços muito baixos, feita na China.

Apesar de se manter fora dos media tradicionais, a SheIn tem uma forte presença online através de publicidade nas redes sociais, mas especialmente com a ajuda de influencers, que fazem parcerias pagas. E até consumidores fazem publicações orgânicas acerca dos produtos adquiridos. A marca aproveita e utiliza esses conteúdos nas suas próprias redes sociais.

A loja de fast fashion com preços competitivos tem vindo a ganhar grande popularidade nos últimos anos, especialmente entre os mais jovens, e em maio de 2021 foi a App mais descarregada nos Estados Unidos da América, de acordo com a revista 
Bloomberg Businessweek.

Segundo dados da Business of Fashion, em 2020, a Shein conseguiu um volume de negócio no valor de 9 mil 715 milhões de euros, o dobro do que tinha alcançado em 2019. Em comparação, a Zara faturou 24 mil milhões de euros no ano passado, de acordo com o jornal económico espanhol CincoDías.

Como várias lojas de fast fashion, a SheIn fabrica alguns produtos que se podem classificar como cópias de artigos de designer, o que é atraente para quem não quer gastar milhares de euros para obter um 'look' sofisticado e 'trendy'.

Isto já deu origem a várias polémicas, e mais recentemente, até uma portuguesa veio acusar a empresa de copiar o seu design numa t-shirt.

A empresa já foi processada pela AirWair International - criadora da Dr. Martens - e também pela Levi Strauss. No caso da Levi's, estará em causa a cópia do formato do símbolo da marca norte-americana.

Jovens nas redes sociais mostram compras na SheIn
Há cada vez mais Instagrammers a partilharem conteúdos em que mostram roupa adquirida na loja chinesa. A tendência regista-se especialmente em influencers que publicam 'looks dos dia'.




O TikTok já é palco para vários vídeos sobre a SheIn
Na rede social de vídeos curtos, já é habitual ver 'hauls' em que jovens partilham os "achados" da loja online. Estes conteúdos orgânicos ganham muitas visualizações de outras pessoas que apreciam moda e são influenciadas a comprar items.

@toriwebster_

more in depth review will be up on my youtube channel sometime this week ? #shein #sheinhaul #tryonhaul #sheintryonhaul #clothinghaul #fyp #foryou

? Brent Faiyaz - "dead man walking" - Alpha House

O YouTube não é exceção
E também por lá se multiplicam os conteúdos sobre a marca. Por vezes, o grupo chinês envia produtos a criadores para estes partilharem com o seu público. No entanto, há também consumidores que partilham as compras com a audiência, sem terem qualquer relação com a marca.



Apesar de já ser bastante conhecida entre um público jovem, pouco se sabe acerca da origem da marca. Chris Xu é apontado como fundador da SheIn, mas a informação sobre o empresário é escassa.
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