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Função Pública pára mais um dia e faz 'ponte' com greve geral

Já há escolas a alertar os pais que poderão estar fechadas na quinta e na sexta-feira. Enfermeiros também marcaram protesto extra serviços.

08 de dezembro de 2025 às 01:30

Sindicatos da Função Pública estão a convocar os trabalhadores para uma segunda paralisação esta semana, a 12 de dezembro, o dia seguinte à greve geral da CGTP e da UGT. Os funcionários do Estado passam, assim, a poder estar quatro dias seguidos em casa, juntando-se na quinta-feira às principais centrais sindicais e aderindo na sexta-feira aos protestos convocados para cada um dos setores.

A ‘ponte’ com o fim de semana ameaça condicionar a resposta de institutos públicos, como a Segurança Social e as Finanças, serviços ligados às autarquias e juntas de freguesia, como a recolha do lixo, bem como estabelecimentos de ensino e unidades de saúde.

Em causa está, sobretudo, a greve agendada pelo Sindicato Independente dos Trabalhadores dos Organismos Públicos e Apoio Social (Sitopas). Esta paralisação tem levado as escolas a deixar alertas aos pais quanto a um eventual encerramento. “Solicita-se aos encarregados de educação que, no próprio dia e no início do horário letivo, verifiquem o funcionamento dos estabelecimentos de ensino”, avisa o Agrupamento de Arga e Lima, em Viana do Castelo. Em Póvoa de Varzim, a preocupação vai mais longe: “Recomendamos aos encarregados de educação que não deixem as crianças/alunos, nos respetivos estabelecimentos de educação/ensino, sem se certificarem que estes reúnem as condições de funcionamento em segurança”, refere a direção do Agrupamento Cego do Maio, que recorda que “não é permitido substituir trabalhadores em greve”. O Sitopas convocou o protesto contra a reforma da lei laboral proposta pelo Governo, que acusa de “ataque sem precedente às condições do trabalho dos trabalhadores e suas famílias”.

Noutra área crítica, a saúde, são os enfermeiros a parar, pelo menos, dois dias. A greve extra foi marcada pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) que, além do novo Código do Trabalho, aponta “a interrupção das negociações” com a tutela para um Acordo Coletivo de Trabalho como “um dos principais motivos” de protesto. “O Sindepor teve o cuidado de contactar os restantes sindicatos do setor no sentido de discutir formas de luta conjuntas. Não tendo sido possível, respeitamos essa decisão, tal como esperamos respeito e colaboração para com a nossa”, afirma.

E também

Tribunais: só serviço urgente

O Sitopas chegou a acordo com a Direção-Geral da Administração da Justiça para serviços mínimos no dia 12. A apresentação de detidos e presos, “atos processuais estritamente indispensáveis à garantia da liberdade das pessoas”, bem como diligências com crianças em perigo e ao abrigo da Lei de Saúde Mental estão abrangidos.

Misericórdias

A greve do Sitopas inclui trabalhadores das administrações central, regional e local, bem como os funcionários das misericórdias.

Saúde. Auxiliares

A greve convocada pelo Sitopas exclui trabalhadores da saúde, como técnicos auxiliares e administrativos. A situação deve-se “à imposição de serviços mínimos da tutela com a conivência de outros sindicatos”, justifica.

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