Homem fez reféns uma mulher e a filha, de dez meses, ao tentar fugir após participar no roubo de uma carrinha de transporte de valores.
Um "sniper" da Polícia Militar abateu com um tiro à distância na tarde desta quinta-feira um criminoso que tinha feito reféns uma mulher e a filha dela, de apenas dez meses de vida, ao tentar fugir após participar no roubo de uma carrinha de transporte de valores no Aeroporto Internacional de Viracopos, na cidade brasileira de Campinas, a cerca de 90 km de São Paulo. Após o assalto, outros dois membros da quadrilha já tinham sido mortos pela polícia num confronto ainda perto do aeroporto.
Um terceiro criminoso, que estava com os dois que foram abatidos, conseguiu fugir do cerco policial e invadiu uma residência no bairro Vida Nova, perto do terminal aéreo. O homem fez reféns mãe e filha e, com uma arma encostada à cabeça da vítima adulta, trancou-se dentro do imóvel.
De acordo com a versão da polícia, as negociações para ele se render e que já duravam há mais de duas horas pareciam encaminhar-se para um desfecho positivo, mas tudo mudou. Na mesma versão oficial, o criminoso, que já tinha libertado a bebé após dialogar com a polícia, a certa altura foi para a porta da casa com a refém adulta e assumiu um tom de voz mais agressivo.
Foi nessa altura que um atirador da Polícia Militar posicionado no outro lado da rua disparou. O criminoso morreu no local e a refém, ferida com um tiro na nádega direita, foi levada para o Hospital da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Assalto ao aeroporto
O assaltante abatido pelo sniper, os outros dois mortos durante um confronto e um número ainda não especificado de cúmplices, que usaram veículos com insígnias falsas da Aeronáutica, tinham invadido a meio da manhã o terminal de cargas do Aeroporto de Viracopos e roubado todo o dinheiro transportado numa carrinha de valores, cujo montante não foi divulgado. Ainda no aeroporto, os assaltantes trocaram tiros com seguranças, dois dos quais foram atingidos mas sem gravidade, levando o pânico a funcionários e passageiros e interrompendo aterragens e descolagens durante 20 minutos por razões de segurança.
Durante a fuga, o grupo de assaltantos incendiou pelo menos três camiões de grande porte na Rodovia Santos Dumont, uma das mais importantes da região, para dificultar a perseguição policial. Durante o cerco feito rapidamente numa vasta área, a polícia conseguiu recuperar parte do dinheiro roubado, escondido num camião de lixo, e apreendeu armamento utilizado pela quadrilha, inclusive uma metralhadora .50, com capacidade de fogo para furar qualquer tipo de blindagem e para abater aeronaves.
Os assaltos a aeroportos no Brasil, nomeadamente ao próprio Viracopos, um importante terminal de cargas e de passageiros, são cada vez mais frequentes. Há meses atrás, num assalto ao terminal de cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na área metropolitana da capital paulista, criminosos disfarçados de agentes da Polícia Federal roubaram uma fortuna em ouro que ia para um banco no Canadá e até hoje não foi encontrada.
Há pouco mais de um mês um outro sniper também abateu um homem que tinha sequestrado e feito reféns 43 pessoas num autocarro na Ponte Rio-Niterói. O uso de atiradores de elite em situações de crise na área da segurança pública, que não era comum, começou a ser mais frequente após as eleições de 2018, quando foram eleitos vários defensores de uma política de confronto e de uma resposta armada contra o crime, como o presidente Jair Bolsonaro e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.