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Surto de cólera em Moçambique com quatro mortos em cinco dias

No total, surto que dura desde setembro já provocou 32 mortos e mais de 2.600 casos.

25 de janeiro de 2026 às 08:15

Moçambique soma 2.650 casos de cólera e 32 óbitos nos quatro meses do atual surto, que em cinco dias fez quatro mortos e 300 novos doentes, segundo dados oficiais a que a Lusa teve este domingo acesso.

De acordo com o último boletim diário da doença, da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 3 de setembro a 20 de janeiro, do total de casos de cólera - no balanço anterior, até 15 de janeiro, registavam-se 2.343 casos e 28 óbitos -, 1.314 foram contabilizados na província de Nampula, com um acumulado de 17 mortos, 932 em Tete, com 13 óbitos, e 404 em Cabo Delgado, com dois mortos.

Os quatro mortos dos últimos cinco dias do balanço contabilizam-se na província de Nampula.

Só nas 24 horas anteriores ao fecho do mais recente boletim registaram-se 71 novos casos da doença, numa tendência crescente, e 36 pessoas estavam internadas, com a taxa de letalidade a manter-se em 1,2% neste balanço, contra 0,5% em dezembro.

No surto anterior, com dados da Direção Nacional de Saúde Pública de 17 de outubro de 2024 a 20 de julho de 2025, registaram-se 4.420 infetados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de 64 mortos.

Pelo menos 169 pessoas morreram em 2025 em Moçambique devido à cólera, entre cerca de 40 mil casos, avançou em 10 de dezembro último o ministro da Saúde, pedindo às comunidades respeito pelas medidas de higiene individual e coletiva.

Ao responder a perguntas dos deputados, no parlamento, em Maputo, o ministro da Saúde sublinhou que a cólera é um problema de saúde pública, pedindo respeito pelas medidas de higiene para controlar a doença.

"Recebemos cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas para poder tratar e prevenir a cólera e aqui há um aspeto que gostaria de mencionar: É que desses 169 óbitos por cólera, cerca de 70% ocorreram na comunidade, o que significa que há um problema sério de informação e comunicação ao nível das comunidades", disse Ussene Isse.

O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera "como um problema de saúde pública" no país até 2030, conforme o plano aprovado em 16 de setembro em Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).

O objetivo do Governo é que as comunidades tenham "acesso a água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas", disse o porta-voz daquele órgão, Inocêncio Impissa.

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