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Relações entre os Estados Unidos e Cuba deterioraram-se consideravelmente desde janeiro.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assegurou esta quarta-feira que existem "tecnocratas" em Cuba, ilha comunista sob embargo e mergulhada numa grave crise económica, prontos para negociar com Washington.
"Acredito que há pessoas específicas, talvez tecnocratas, com quem possamos trabalhar", disse o secretário de Estado perante a Comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, na capital norte-americana.
"A situação complica-se um pouco à medida que se sobe na hierarquia, devido às inclinações ideológicas de alguns", acrescentou Rubio, ex-senador de ascendência cubana.
As relações entre os Estados Unidos e Cuba deterioraram-se consideravelmente desde janeiro.
Washington impôs um bloqueio de facto ao petróleo da ilha, emitiu novas sanções contra empresas e autoridades cubanas e indiciou o ex-Presidente Raúl Castro, num caso que remonta a 1996.
O Presidente Donald Trump acredita que Cuba representa "uma ameaça extraordinária" à segurança nacional de Washington e ameaçou repetidamente "assumir o controlo" da ilha situada a 150 quilómetros da costa da Florida.
Os dois governos, no entanto, afirmam que continuam os seus contactos diplomáticos.
"Claramente, há pessoas no poder neste país que compreendem que o sistema atual não é sustentável e precisa de ser reformado. Mas não têm o poder. E mesmo que tivessem, não saberiam como exercê-lo", acrescentou Rubio.
O secretário de Estado compareceu na terça-feira perante o Senado norte-americano, para discutir a agenda de política externa do governo liderado pelo presidente Donald Trump.
Esta quarta-feira perante a câmara baixa do Congresso, Rubio abordou ainda a questão da Venezuela, defendendo a necessidade de criação de uma nova comissão eleitoral para a realização de eleições "livres".
"Já passaram cinco meses, não cinco anos, não cinquenta meses, apenas cinco meses. Cinco meses não é muito tempo para um país que passou pelo que passou, mas precisamos claramente de uma nova comissão eleitoral", afirmou perante a comissão de Negócios Estrangeiros.
Rubio mostrou-se cauteloso, insistindo que "é necessário dar espaço aos partidos políticos para se organizarem e mobilizarem", além de maior liberdade de expressão.
"É necessário ter uma imprensa independente para que as eleições sejam livres e justas. Notámos um aumento desta atividade. Ainda não chegou aos 100%, mas é preciso continuar a crescer", argumentou Rubio.
A oposição venezuelana denunciou que o candidato presidencial Edmundo González teve a maioria dos votos nas eleições de 28 de julho de 2024, embora as autoridades tenham declarado Nicolás Maduro como vencedor.
Maduro está atualmente detido após a sua captura durante a incursão militar norte-americana na capital, Caracas, em janeiro.
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