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Temer cria departamento de combate a crimes contra a mulher

Novo departamento surge na sequência de uma violação colectiva de uma menina de 16 anos.

27 de maio de 2016 às 19:50

O presidente brasileiro em exercício, Michel Temer, anunciou nesta sexta-feira a criação na Polícia Federal, a polícia brasileira com jurisdição em todo o país, de um departamento especial para combater crimes contra a mulher. Temer fez o anúncio após a repercussão da violação colectiva de uma menina de 16 anos por 33 homens numa favela do Rio de Janeiro.

De acordo com o divulgado pela assessoria presidencial, o novo departamento da Polícia Federal reunirá informações das polícias dos 27 estados para estabelecer acções a desencadear em todo o território na repressão a crimes contra a mulher, sejam eles sexuais ou outros. A primeira Esquadra da Mulher do Brasil foi criada em São Paulo nos anos 90, quando Michel Temer era secretário de Segurança Pública daquele estado e hoje em dia existem unidades similares em várias regiões, mas, como no país as polícias são regionais, não há uma acção concertada nem compartilhamento de informações.

Temer, bastante criticado ao assumir a presidência dia 12 por não ter uma única mulher no primeiro escalão do seu governo, também determinou ao novo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que marque para a próxima terça-feira uma reunião emergencial com os secretários de Segurança Pública de todos os estados do Brasil. Eles vão discutir a violência contra a mulher e tentar tomar medidas que tenham efeito imediato no aumento da protecção às mulheres e no aumento da eficiência nas investigações de crimes desse tipo ainda sem solução.

Sobre a violação colectiva ocorrida no Rio, o presidente em exercício afirmou ter sido um crime bárbaro, que repudia com toda a veemência, e prometeu ajudar as autoridades regionais do Rio a punir os culpados. "Nosso governo está mobilizado, juntamente com a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, para apurar as responsabilidades e punir com rigor os autores da violação e da divulgação do acto criminoso nas redes sociais.", escreveu Temer no Twitter.

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