page view

Testemunhas garantem que homem morto a tiro por agentes do ICE em Minneapolis não estava armado

Relatos contradizem versão das forças de segurança e dos responsáveis federais, que garantiram que Alex Pretti estava na posse de uma arma e que os disparos foram feitos em auto-defesa.

25 de janeiro de 2026 às 13:26
A carregar o vídeo ...

O momento em que homem é baleado por agentes federais em Minneapolis, EUA

Duas testemunhas relataram sob juramento ao tribunal federal de Minnesota, ao final da noite de sábado, poucas horas após o assassinato de Alex Pretti por agentes federais do ICE, que o enfermeiro de 37 anos não estava na posse de qualquer arma quando foi atingido mortalmente.

Tratam-se de informações avançadas pelo The Guardian que contradizem o relato das forças de segurança e dos responsáveis federais, como a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, que afirmaram que Pretti teria uma arma na mão e que os disparos do agente teriam sido efetuados em auto-defesa.

Uma das testemunhas é uma mulher que filmou o vídeo mais nítido do tiroteio fatal; a outra é um médico que mora nas proximidades, que disse que inicialmente foi impedido por agentes federais de prestar socorro médico à vítima do disparo.

“Os agentes derrubaram o homem no chão. Eu não o vi tocar em nenhum deles. Não me pareceu que ele estivesse a resistir, apenas estava a tentar ajudar uma mulher a levantar-se. Eu não o vi com uma arma. Quatro ou cinco agentes seguraram-no no chão e começaram a atirar. Atiraram tantas vezes… Eu não sei por que atiraram. Eu estava a um metro e meio dele e eles simplesmente atiraram nele…”, contou a mulher.

“Li a declaração do Departamento de Segurança Interna sobre o ocorrido e está errada. O homem não abordou os agentes com uma arma. Ele abordou-os com uma câmara de um telemóvel. Ele estava apenas a tentar ajudar uma mulher", acrescentou.

A segunda testemunha, um médico de 29 anos, afirmou no seu depoimento que assistiu ao tiroteio da janela do seu apartamento. Disse que viu Pretti a gritar com os agentes, mas não o viu a atacar ninguém nem tão pouco com uma arma.

Este homem tentou prestar socorro a Pretti, mas inicialmente foi impedido. "No início, os agentes do ICE não me deixaram passar. Nenhum dos que estavam perto da vítima tentou reanimá-la e eu percebi que ele estava em estado crítico. Insisti que me deixassem avaliá-lo", referiu no depoimento, acrescentando que a vítima tinha pelo menos três ferimentos de balas nas costas e outro na parte superior esquerda do tórax, assim como no pescoço.

O depoimento destas testemunhas, juntamente com as provas em vídeo, parecem contradizer as afirmações de altos funcionários do governo Trump, incluindo o presidente, o secretário de segurança interna e Greg Bovino, comandante da patrulha da fronteira, que referiu que Pretti estava armado e que abordou os agentes federais "empunhando" uma arma.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8