Este será o segundo encontro entre americanos e chineses desde que Donald Trump regressou à Casa Branca.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta sexta-feira uma nova ronda de negociações comerciais com a China em Londres na segunda-feira, numa tentativa de chegar a um acordo entre os dois países.
O Presidente norte-americano escreveu na sua rede social Truth Social que a delegação dos EUA seria composta pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, pelo secretário do Comércio, Howard Lutnick, e pelo representante do Comércio, Jamieson Greer, acrescentando que "esta reunião deverá correr muito bem".
Este será o segundo encontro entre americanos e chineses desde que Donald Trump regressou à Casa Branca, depois de uma primeira reunião em Genebra, na Suíça, em meados de maio, que pôs um fim temporário à guerra comercial entre as duas maiores potências económicas do mundo.
Bessent e Greer já faziam parte da delegação americana que concordou, após dois dias de negociações, em reduzir os direitos aduaneiros sobre os produtos chineses de 145% para 30%, em troca de uma medida semelhante de Pequim, de 125% para 10% sobre os produtos americanos, por um período de 90 dias.
Ainda hoje, a imprensa oficial de Pequim escreveu que o telefonema de quinta-feira entre Xi Jinping e Donald Trump vai ter "um peso significativo" na resolução de divergências, destacando a "ansiedade" dos EUA e a "determinação" da China "em não ceder".
"O facto de o telefonema ter sido feito a pedido dos EUA mostra que é a China que está em vantagem e que existe crescente ansiedade em Washington", disse Lu Xiang, especialista da Academia Chinesa de Ciências Sociais, citado pelo ao Global Times, jornal oficial do Partido Comunista Chinês.
A imprensa oficial chinesa avançou que a conversa estava a decorrer antes de o próprio Trump a ter anunciado na sua rede social Truth Social, sublinhando que tinha sido o republicano a solicitá-la.
De acordo com Lu, Xi Jinping enviou a Trump uma mensagem clara: que a China "honra e respeita o que foi acordado" e que é Washington que deve "enfrentar a realidade e tomar decisões racionais".
O líder chinês pediu ao seu homólogo norte-americano que "aproveite ao máximo" o mecanismo de diálogo económico e comercial estabelecido no mês passado entre os dois países em Genebra, embora tenha sublinhado que devem "tratar-se de forma igual, respeitar as preocupações de cada um e procurar resultados mutuamente benéficos".
"Agora que existe um consenso, ambas as partes devem respeitá-lo. A China fez a sua parte após as negociações de Genebra. Os EUA devem reconhecer os progressos efetuados e deixar de tomar medidas negativas contra a China", afirmou.
Na conversa com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, o Presidente norte-americano afirmou que o telefonema tinha sido concluído de "forma muito positiva".
Os dois países tinham iniciado uma escalada de tarifas no dia seguinte ao anúncio feito por Trump, no início de abril, das suas tarifas ditas "recíprocas", impondo pelo menos 10% sobre todos os produtos que entram nos Estados Unidos, independentemente da sua origem.
Os produtos chineses foram sujeitos a uma sobretaxa de 34%, para além dos 20% impostos no âmbito da luta contra o tráfico de fentanil, um opiáceo que está a provocar uma grave crise sanitária nos Estados Unidos, e dos direitos aduaneiros que existiam antes da reeleição de Donald Trump.
Pequim retaliou com tarifas equivalentes, o que levou a uma guerra de tarifas com Washington, atingindo 125% e 145%, respetivamente, sobre os produtos de cada país, provocando um forte abrandamento do comércio entre os dois gigantes.
Na quarta-feira, porém, Donald Trump voltou a acusar a China de não respeitar os termos do acordo que visava a baixa de tarifas, num mau humor provocado, segundo o Wall Street Journal, pela lentidão de Pequim em conceder novas licenças de exportação de terras raras e outros elementos necessários para semicondutores e automóveis.
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